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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 290

Ela estava de pé, perto da janela, banhada pela luz da manhã, com uma das mãos repousando suavemente sobre a própria barriga.

O olhar abaixado acompanhava o gesto.

Apenas por essa simples cena, era possível sentir a ternura e a serenidade que emanavam de Cora naquele momento.

Mas toda aquela doçura era destinada exclusivamente ao bebê, e não a si mesma.

Do lado de dentro, Cora pareceu sentir o peso do olhar de alguém a observando.

Ela franziu a testa e virou-se para a porta.

Foi então que notou a presença de Bernardo.

Os dois trocaram um olhar através do vidro.

Mas o rosto de Cora continuou impenetrável, sem a menor centelha de alegria por vê-lo.

Quem dirá algum sinal de que ainda se importava com ele.

Em questão de segundos, Cora desviou o olhar, ignorando a existência de Bernardo por completo.

Aquela cena fez a irritação de Bernardo explodir.

Sem paciência, ele empurrou a porta e entrou bruscamente, com a expressão congelada, parando bem na frente dela.

O impacto da porta contra a parede fez um estrondo alto.

Cora franziu a testa, levantou o olhar para encará-lo, mas continuou calada.

— Cora, por que essa cara amarrada? — Bernardo disparou, no tom de um interrogatório.

Cora respondeu com uma calma inabalável:

— Você está imaginando coisas. Eu só estou esperando o meu café da manhã.

Assim que ela terminou a frase, uma funcionária do hospital entrou no quarto de forma oportuna.

Ao notar a figura intimidante de Bernardo, a mulher congelou.

Mas logo se recompôs e cumprimentou:

— Bom dia, Sr. Pereira.

Em seguida, ela se voltou para Cora:

— Senhora, aqui está o seu café da manhã.

— Pode deixar aqui em cima, por favor. — Cora agradeceu com um aceno de cabeça.

Bernardo assistiu a tudo com os olhos semicerrados.

Quando Cora falava com a funcionária, sua voz soava imensamente gentil.

Uma postura que era o completo oposto da frieza com que o tratava.

Como Bernardo poderia engolir aquilo?

Durante toda a interação, Cora sequer olhou na direção dele.

Tratou-o como se ele fosse completamente invisível.

Ele soltou um riso sarcástico.

No segundo seguinte, com um movimento violento, lançou a bandeja de café da manhã longe com um movimento violento, espalhando tudo pelo chão..

O cheiro de comida misturada no chão começou a embrulhar seu estômago.

Porém, assim que ela passou por Bernardo, ele agarrou seu pulso com força.

Ela ergueu os olhos frios para ele.

— Cora, pare de se fazer de santa na minha frente. — Bernardo sibilou cada palavra como um aviso.

— Eu não estou fazendo nada. — Cora rebateu com a mesma calma.

Desde o início, foi Bernardo quem invadiu o quarto e, sem motivo algum, destruiu o café da manhã dela.

E agora ele tentava jogar a culpa daquele espetáculo ridículo nela?

Dizendo que ela estava encenando.

Mas Cora estava cansada demais até para se defender.

Se o veredicto já havia sido dado, de que adiantava argumentar?

— Cora, não me provoque, ouviu bem? — Bernardo rosnou, baixando o tom de voz.

Cora continuou parada, inabalável.

No segundo seguinte, ele levantou a voz, soando quase autoritário:

— Faça os seus exames matinais e volte para casa imediatamente!

— Tudo bem. — Ela aceitou a ordem com obediência.

Ainda sustentando a mesma expressão serena, como se não se importasse com nada.

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