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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 336

Quando ela olhou para ele, já não havia espírito de luta, apenas o observava em silêncio.

Bernardo não desviou o olhar.

Mas nenhum dos dois tomou a iniciativa de falar.

Um estava encostado na cama, o outro, de pé.

O silêncio no quarto do hospital era assustador.

Até que Cora quebrou o silêncio:

— Bernardo, por favor, me deixa ir ver o Nicolas, sim? Eu não vou fazer nada, só preciso saber como ele está agora.

Ela nem sequer foi histérica, estava realmente implorando a Bernardo.

Durante todo esse tempo, Cora sempre se manteve orgulhosa.

Tão orgulhosa que fazia Bernardo querer cortar as suas asas.

Aquela era a natureza cruel dos homens.

Ele queria ver Cora abaixar a cabeça e implorar por misericórdia na sua frente.

Mas agora que Cora realmente tinha feito isso.

Bernardo sentiu, de repente, que ainda assim não estava satisfeito.

Porque o olhar dela havia perdido o brilho.

Já não resplandecia.

Até mesmo ao falar com ele, Cora estava assustadoramente calma.

— Eu te imploro, só quero saber se o Nicolas ainda está vivo e bem. — A voz de Cora carregava ainda mais súplica.

Seus olhos estavam marejados.

— Cuide de si mesma e não tome decisões por conta própria. — Bernardo disse com o rosto sombrio.

Não se sabia se aquelas palavras eram uma permissão ou uma recusa.

Sua figura alta caminhou na direção de Cora.

Cora não se importou, parecia estar murmurando para si mesma.

— O Nicolas é o único familiar que me resta. Somos gêmeos. Ele sempre me protegeu desde pequena, sempre tomava a frente em qualquer perigo. Até mesmo quando a Família Fernandes ruiu, foi o Nicolas quem me protegeu. Se não fosse por isso, ele não estaria nesse estado agora.

Cora tinha o olhar vazio e falava consigo mesma.

Ela não se importava com a reação de Bernardo agora, estava muito calma.

— O Nicolas estar vivo é a minha esperança. Se ele não estiver mais aqui, eu nem sei qual é o sentido de continuar lutando.

Cora não sabia se dizia essas palavras para si mesma ou para Bernardo ouvir.

Surpreendentemente, Bernardo não teve uma grande reação, estava apenas ouvindo.

— Eu nunca machuquei ninguém.

— Nunca? — Bernardo soltou um riso sarcástico. — Se não machucou, como a Adelina se feriu? Você não sabia que ela estava de resguardo? E ainda assim a fez sangrar? Você não sabia que o estado de saúde dela também não é bom?

Eram acusações diretas a Cora.

— Cada palavra sua é uma negação, enquanto cada palavra da Adelina foi para te defender, pedindo para eu não dificultar as coisas para você. — Bernardo disparava uma frase após a outra.

Cora estava anestesiada.

Ela já estava mais do que familiarizada com o teatrinho de Adelina.

Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso saberia que Adelina estava atuando.

Apenas Bernardo não pensava assim.

Ele continuava acreditando que Adelina era inocente, uma verdadeira vítima.

Com o tempo, Cora perdeu até mesmo a vontade de se defender.

Ela olhou fixamente para Bernardo:

— Bernardo, você nunca acreditou em mim, não é? Somos casados há sete anos, você pode não ter sentimentos por mim, mas também nunca confiou em mim, não é verdade?

Nessas palavras, havia um questionamento.

O questionamento de um casamento de sete anos.

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