Um Bentley preto saiu da garagem subterrânea.
Era o carro de Bernardo.
Ignorando o mal-estar e reunindo as últimas forças, Cora se atravessou na frente do carro sem pensar duas vezes.
Ouviu-se o som estridente da freada brusca, acompanhado do atrito dos pneus no asfalto. O carro balançou violentamente antes de parar completamente.
As pessoas ao redor soltaram gritos de susto e olharam instintivamente para Cora.
— É a sua mulher, senhor. — O segurança, ainda se recuperando do choque, relatou a Bernardo.
Bernardo continuou inexpressivo, sem demonstrar muita reação.
— Eu vou lá resolver. — O segurança disse de imediato.
Mas, no instante em que a porta foi aberta, a figura esguia de Cora já havia se espremido no vão.
— Bernardo, precisamos conversar. — Ela falou rapidamente.
Ao ver a situação, o segurança não ousou usar força, soltando a maçaneta na mesma hora e deixando a porta escancarada.
Pálida e ofegante, Cora olhava fixamente para Bernardo.
Ele permanecia recostado no banco, e sem sequer levantar o olhar, disparou com frieza:
— Então agora qualquer um tem o direito de parar o meu carro?
O segurança entendeu o recado na mesma hora e agarrou Cora.
— Senhora, por favor, volte para casa. O Sr. Pereira não deseja vê-la no momento. — O segurança a aconselhou de forma protocolar.
Cora se debateu, tentando arrancar o braço do aperto do segurança.
Seu olhar continuava cravado em Bernardo:
— Precisamos conversar.
Mas, por mais força que fizesse, não conseguia se livrar da imobilização.
Dessa vez, Bernardo finalmente desviou os olhos para ela.
Um olhar sombrio e descontente.
— Saia da frente, não me force a agir contra você. — Bernardo fez uma ameaça gélida.
Cora não se intimidou:

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