Talvez Cora não quisesse mais suportar.
Naquela situação, Cora avançou repentinamente.
Quando Bernardo foi pego de surpresa, ela desferiu um tapa forte no rosto dele.
Usou toda a sua força, sem a menor intenção de pegar leve com Bernardo.
A força foi tanta que a própria Cora cambaleou.
Ela ficou parada, ofegando desesperadamente.
O olhar de Bernardo tornou-se gélido instantaneamente.
Por um momento, Cora achou que Bernardo a mataria ali mesmo.
Mas Cora foi destemida e não se esquivou.
Os dois se confrontaram, e o ar ficou tenso.
— Bernardo, eu vou embora de qualquer jeito. — Cora agiu como se não tivesse mais nada a perder.
Foi como jogar álcool no fogo.
Ela parecia estar desabafando.
Começou a quebrar tudo o que estava ao seu alcance.
Ela estava provocando Bernardo de propósito.
Casados há sete anos, Cora conhecia muito bem o temperamento de Bernardo.
Ele era orgulhoso demais para permitir que alguém o desafiasse.
Provocá-lo assim o faria mandá-la sumir.
No entanto, Bernardo apenas a observou desabafar a raiva com uma expressão sombria.
Não disse uma palavra, muito menos levantou a mão contra ela.
No fim das contas, foi a própria Cora quem ficou sem energia após o surto.
Foi então que Bernardo disse com voz pesada:
— Já terminou seu show? Se sim, venha comigo.
Aquilo era uma ordem.
Assim que falou, desta vez Bernardo não deu mais chances para Cora dar chilique.
Ele a agarrou pelo braço e a arrastou direto para fora do quarto.
Onde quer que Bernardo passasse, a atmosfera despencava.
Ninguém ousava respirar alto.
Ele empurrou Cora para dentro do carro e bateu a porta com força.
Ele deu a volta até o banco do motorista, entrou e arrancou em alta velocidade em direção à mansão deles.
A casa onde viviam desde que se casaram.

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