Antes mesmo que Sérgio pudesse responder, a voz calma de Bernardo soou.
— Você tem as informações médicas da Noelia aí, então tem como conseguir o DNA dela, não tem? — Bernardo perguntou.
— Lógico. — Sérgio respondeu com mau humor.
— Eles não desconfiariam de você, mas desconfiariam de mim. — Bernardo comentou, indiferente.
— O que você vai fazer? — Sérgio franziu a testa, finalmente acordando de vez por causa de Bernardo.
Bernardo foi conciso:
— Um teste de paternidade entre a Noelia e a Cora.
— Você acha que a Noelia é sua filha? Não viaja, a sua filha morreu naquela época. Ela não teve essa sorte. Se essa Noelia não fosse da Família Colombo, também não teria sobrevivido. Foi uma aposta com a morte, um tratamento de última esperança. — Sérgio falou, massageando as têmporas.
— Não vai me dizer que, só porque eu comentei que o médico delas era o mesmo, você achou que era a mesma pessoa? — Sérgio estava quase enlouquecendo. — Olha, o jeito que o meu professor e eu tratamos ferimentos também é bem parecido.
Se soubesse, Sérgio não teria falado nada, evitando que Bernardo criasse paranóias.
No entanto, Bernardo respondeu com frieza:
— A esposa de Daniel, a atual Sra. Colombo, por um acaso, também se chama Cora.
Sérgio franziu o cenho:
— Como assim? Você acha que essa menina é filha ilegítima da Cora? E quer usar isso para provocar o Daniel? O Daniel com certeza já sabe. Se não soubesse, como essa criança estaria na Família Colombo? Você não está só procurando humilhação?
As palavras de Sérgio fizeram Bernardo silenciar.
Pois não havia como refutá-las.
Mas havia muitas coisas que o próprio Bernardo não conseguia explicar no momento.
Faltava-lhe a prova mais crucial.
Por isso, ele só podia confiar na própria intuição.
— Só faz o que eu mandei, não faça tantas perguntas. — Bernardo ordenou com voz fria.
Sérgio riu de nervoso:
— Tá certo, eu faço. Um cirurgião-chefe do Departamento de Cardiologia fazendo teste de DNA. É inacreditável.
Bernardo não respondeu.
— E se elas forem mãe e filha, o que você vai fazer? — Sérgio rebateu.
— Quando sair o resultado, você saberá. — Bernardo não respondeu de imediato.
Todas as suspeitas dele começavam a fazer cada vez mais sentido.
— Tá certo. — Sérgio também estava com preguiça de discutir com Bernardo.
— Espere por notícias. — Depois de falar, Sérgio estava prestes a desligar.
No momento em que ia desligar, Bernardo de repente o chamou:
— Tem mais uma coisa.
— Bernardo, você não vai parar não? — Sérgio estava a ponto de surtar.
— Você conhece o Lino? — Bernardo perguntou casualmente.
— O que você quer? Fazer plástica? — Sérgio franziu a testa. — Ele é o melhor cirurgião plástico que há. Qualquer assistente dele destrói os outros. A agenda dele é lotada, sem marcação prévia é impossível. E nos últimos anos, ele prefere cirurgias reparadoras. Ele não teria interesse nesse seu rosto perfeito.
Sérgio despejou as palavras com irritação.
— Marque um horário com ele para mim. — Bernardo ignorou as reclamações e continuou.
Sérgio ficou sem palavras por um momento.
Ele fez uma pausa:
— Você perdeu o juízo?
— Eu preciso falar com ele, o Wilson Sousa tentou, mas foi recusado. — Bernardo não escondeu a verdade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....