— Já até escolhi o restaurante. O francês mais caro da capital. Vou te mandar o endereço, e a conta é sua! — Patricia bufou.
Apesar do tom enérgico, Cora conseguiu captar o som de um choro contido na voz da amiga.
— Tudo bem, o jantar é por minha conta. — Cora concordou suavemente.
Patricia resmungou mais alguns xingamentos.
Não estava realmente xingando Cora, mas sim tentando disfarçar sua própria emoção.
Só então as duas desligaram.
No WhatsApp, Cora adicionou Patricia novamente.
Afinal, anos atrás, todas as contas e contatos de Cora haviam sido apagados.
Agora, tudo era novo.
Tendo mudado de identidade, ela naturalmente não entrara em contato com as pessoas de seu passado.
Tinha medo de que algo desse errado.
Patricia enviou o endereço do restaurante.
As duas não trocaram mensagens.
Afinal, haviam se passado muitos anos. Aquele reencontro repentino as deixava um pouco sem jeito.
Cora deixou o celular de lado com naturalidade.
Deitou-se na cama para descansar.
Ali, longe de Daniel Colombo, longe de Bernardo Pereira, e livre de todas aquelas turbulências.
Cora, surpreendentemente, adormeceu com facilidade.
Durante o sono, Noelia chegou a fazer uma chamada de vídeo.
Cora não atendeu.
Foi só quando acordou que viu a notificação e enviou uma mensagem para a menina.
Cora: [Noelia, eu acabei pegando no sono.]
Assim que a mensagem foi enviada, Noelia retornou a chamada de vídeo.
Pelo vídeo, Cora percebeu que a pequena já não estava mais no hospital.
Havia voltado para a casa de Clara Colombo.
Com um sorriso radiante, a menina olhou para a tela:
— Cora, eu tive alta! Queria te contar a novidade na mesma hora, mas você estava dormindo.
Observando Noelia pelo vídeo, os olhos de Cora se encheram de ternura.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....