Naquele momento, o mordomo chamou Cora para a refeição.
Ela confirmou e seguiu para a sala de jantar.
Poliana já a esperava e acenou com um sorriso:
— Venha, sente-se aqui.
Cora acomodou-se.
Ao longo dos anos, raramente tivera a oportunidade de conversar frente a frente com Poliana daquela maneira.
Até mesmo a palavra "mamãe" demorara muito para sair de seus lábios.
Primeiro, houvera o coma; depois, a instabilidade de seu estado mental.
Pensando bem, a Família Ribeiro já havia sido extremamente compreensiva com ela.
Por isso, Cora também nutria um sentimento de culpa em relação a eles.
Ela acompanhou a conversa de Poliana de forma serena.
Poliana já havia planejado toda a agenda de Cora.
Ir ao templo acender incensos, fazer compras, passear no parque.
Cora sabia que a intenção da mãe era evitar que ela ficasse em casa, imersa em pensamentos sombrios.
Poliana temia que ela tivesse uma recaída.
Portanto, Cora colaborou prontamente com todos os planos.
De repente, Poliana fixou o olhar nela.
— Mamãe, aconteceu alguma coisa? — perguntou Cora, tranquilamente.
— Seu avô me disse que você foi até a famosa universidade, é verdade? — indagou Poliana.
Cora murmurou uma confirmação, sem negar.
— Seu avô quer arranjar uma vaga de professora assistente para você lá. Suas qualificações e seu currículo são mais do que suficientes. Assim, você terá algo com que se ocupar e não ficará pensando bobagens. Além disso, o ambiente universitário é cheio de energia e juventude, o que fará muito bem a você. — Poliana explicou com um sorriso.
Ficava claro que ela apoiava a ideia de Gustavo Ribeiro.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....