Após terminar de falar, Cora permaneceu em silêncio.
Poliana ouviu atentamente e, em seguida, assentiu:
— Você tem razão.
— Quando ela entrar de férias, eu a trago para a capital. — Cora continuou.
— Ótimo. Avise com antecedência para que eu possa preparar tudo em casa. — Poliana sempre pensava em cada mínimo detalhe.
Cora não acrescentou mais nada.
O assunto foi encerrado.
A saúde de Poliana era frágil, e ela não podia conversar por longos períodos.
Por isso, logo após a refeição, Cora acompanhou a mãe até o quarto para que ela descansasse.
Assim que Cora saiu do quarto de Poliana, seu celular vibrou.
Ela olhou para a tela.
Era uma notificação da famosa universidade, informando que na próxima segunda-feira ela deveria comparecer para cuidar dos trâmites de contratação.
As aulas oficiais só começariam no semestre seguinte, já que o atual estava chegando ao fim.
Mas Cora precisava ir para se adaptar à vida e ao ritmo da instituição.
Ela respondeu ao e-mail confirmando sua presença.
Com tudo devidamente organizado, Cora forçou-se a dormir.
Porém, o esforço foi em vão.
No fim, ela rolou na cama até o amanhecer antes de finalmente conseguir descansar.
O quarto permanecia em absoluto silêncio.
Num piscar de olhos, já fazia meia quinzena desde que Cora retornara à capital.
Ela e Bernardo não haviam trocado uma única palavra, como se tivessem desaparecido completamente do mundo um do outro.
Ainda não havia nenhuma pista sobre a fuga de Adelina.
Cora também não procurou saber sobre os assuntos da Família Pereira.
Nesse meio tempo, ela saiu para jantar com Patricia.
Patricia a puxou para uma longa conversa.
Foi então que Cora descobriu que a amiga também lecionava na famosa universidade, o que significava que as duas teriam muitas oportunidades de se encontrar.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....