Rosângela Nunes e Fernando Nunes chegaram ao cemitério. Após se organizarem, pararam diante da lápide dos pais dela.
— Pai, mãe. Vim ver vocês.
Rosângela Nunes depositou as flores em frente à pedra. Seu olhar estava melancólico, e uma tristeza suave pairava sobre seu rosto impecável.
Ao seu lado, Fernando Nunes também se agachou, colocando os lírios que carregava sobre o túmulo.
— Tio, tia. Meu nome é Fernando Nunes. Vim visitá-los.
Para ele, aqueles dois parentes que nunca conheceu em vida eram estranhos. Mas, ao ver a foto na lápide, talvez pelo sangue compartilhado correndo nas veias, ele sentiu um estranho conforto e familiaridade.
— Pai, mãe... Eu me divorciei. Vocês estão decepcionados comigo?
O coração dela estava inquieto. Desde o divórcio, não tinha vindo visitar os dois. Mesmo depois de voltar do país F, demorou todo esse tempo para vir vê-los.
Quando se casou, ela jurou de pés juntos que seria feliz. E a realidade tinha batido com força em seu rosto.
— O tio e a tia com certeza não estão bravos com você. — Fernando Nunes fez um carinho no cabelo dela. — Muito mais do que isso, eles só queriam que você fosse feliz.
Rosângela Nunes deu um sorriso fraco. Desde pequena, tinha sido tratada como uma princesa pelos pais. A família Nunes podia não ser tão poderosa quanto a família Gomes, mas não ficava muito atrás. Só tinham perdido a influência de um dia para o outro.
Trim —
De repente, o celular de Fernando Nunes tocou.
— Vou atender ali.
— Tá bem.
Ela olhou para ele e assentiu com a cabeça.
Fernando Nunes se afastou com o aparelho na mão.
Ficando sozinha diante do túmulo, Rosângela pegou uma toalha úmida para limpar a poeira da pedra. Mas, para sua surpresa, a lápide estava impecável. Havia até um buquê de flores recém-colocado ali do lado. Era óbvio que alguém tinha limpado o local há pouco tempo.

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