EMILY
Assim que me levantei da cama, senti-me um pouco tonta. Percebi a preocupação no olhar de Matthew, mas logo afirmei estar bem. Seguimos para casa, e como já era tarde, fomos direto para nosso quarto. Ainda ali, retirei minha roupa e segui para o banheiro, precisando de uma boa chuveirada. Estranhei o fato de Matthew apenas me observar com seu desejo chegando até mim, mas ele estava contido.
— Não quer entrar no chuveiro comigo? — Perguntei, testando seu autocontrole.
— Prefiro ficar aqui só te admirando. — Parei e o olhei, analisando-o, para minutos depois caminhar em sua direção.
— Eu quero compartilhar esse banho contigo. Vem para o chuveiro comigo. — Disse, retirando a camiseta do seu corpo. No entanto, ao tocar em uma de suas laterais, ele fez um pequeno grunhido.
— O que aconteceu, Matthew? Essas queimaduras foram causadas pelo incêndio? Por que você ainda não se recuperou?
— Não foi nada sério, Emily. Não precisa se preocupar. Acredito que seja melhor você ir tomar seu banho.
— De jeito nenhum! Deixe-me ver essas queimaduras e não me diga que não é nada, Matthew.
Me aproximei dele e examinei a lateral do seu corpo. A situação não era nada agradável. Sem ele esperar, coloquei a mão sobre as feridas e a pressionei, fazendo-o soltar um uivo de dor. Ele tentou segurar minha mão, provavelmente por conta da dor que estava sentindo, mas logo em seguida sua fisionomia foi suavizando.
Magia saía de minhas mãos curando a lateral do seu corpo. Tinha certeza de que meus olhos estavam totalmente dourados, fixos no vazio, como se estivesse momentaneamente ausente. Tudo que fazia usava basicamente o instinto, porque nunca pratiquei magia.
Precisava urgentemente ter algumas aulas com Anna. Após algum tempo, retirei a mão e o local estava completamente curado.
— Muito melhor agora! — Disse, com um sorriso no rosto.
— Como você fez isso? Como sabe exatamente o que precisa ser feito?
— Não sei, Matthew. É como se fosse um instinto. Sinto-me guiada a fazer exatamente o que é necessário. Apenas me sinto um pouco fraca quando uso muita dessa energia. Talvez precise aprender a controlar melhor meus poderes. Agora, vamos tomar um banho.
Ele entrou comigo, pegou o sabonete e começou a ensaboar meu corpo. Nesse momento, envolvi seu pescoço com os braços e o beijei. Ele estava resistindo o máximo que podia a mim, e eu não entendia o porquê. Eu não desistiria, precisava dele dentro de mim.
Lentamente, ele começou a perder o controle de seu próprio corpo, passando suas mãos nas curvas do meu. Estava transbordando de tesão e precisava que ele aliviasse um pouco disso. Quando abri meus olhos e nosso olhar se encontrou, Ivy o cumprimentou, com olhos desejosos.
— Emily, estou com tanta vontade quanto você, não tenho como esconder isso. — Ele disse, olhando para seu membro entre nós, o que me fez sorrir. — Mas você acabou de se recuperar. Vamos deixar isso para outro momento.
— Você não me deseja? — Perguntei chocada.
— Como você pode me fazer uma pergunta dessas após me deixar aceso dessa maneira? Eu só estou preocupado com você, meu amor. Ficarei mais tranquilo depois que você descansar. — Ele não achava que já descansei demais? O olhei, chateada. — Não fique assim, meu amor, por favor! Estou louco por você, e não imagina o quanto de autocontrole estou usando para não te prensar contra essa parede e te possuir.
— Então me possua, Matthew. — Duelamos com o olhar. Não o deixaria ganhar essa batalha.
E antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ele me beijou e sua língua abriu caminho, explorando minha boca, se tornando rude e quente, querendo mais. Me fazendo querer mais, muito mais.
Ele me girou e fiquei de costas para ele, apoiada com as mãos contra o vidro do box. Ele apertou um dos meus seios e enroscou a mão no meu cabelo, puxando minha cabeça para o lado, chupando a pele de meu pescoço e lambendo a marca que havia me dado, causando mais uma vez um enorme frenesi em meu corpo. Sua mão desceu apertando forte minha bunda e me fazendo empinar ainda mais para ele, gemendo.
Ele não perdeu mais tempo, me abrindo para ele e estocando fundo em mim, me enlouquecendo. Pressionei meu corpo contra o dele, seus dedos encontrando meu clitóris necessitado. Seu quadril aumentou o ritmo de suas investidas, cada centímetro de sua extensão me levando mais perto do clímax.
Seu corpo totalmente molhado contra o meu, levando-me ao limite e me fazendo explodir. O seu grunhido de satisfação prolongou ainda mais aquele prazer, até que ele mesmo alcançou sua própria liberação.
De alguma forma, aquele momento com Matthew me deixou renovada, exatamente o contrário do que ele imaginou. Quando saímos daquele banheiro, o dia estava quase amanhecendo. Ficamos um pouco deitados na cama abraçados, no entanto, meu estômago roncou, fazendo meu companheiro sorrir.
— Um dos papéis essenciais de um bom companheiro é suprir as necessidades de sua companheira. E a sua, nesse momento, é se alimentar. Vamos até a cozinha para que eu possa preparar algo para você comer.
Amava o cuidado que ele tinha comigo. Isso me fez lembrar do meu irmão. Por muito tempo, ele cumpriu o papel de cuidar de mim, e lembrá-lo fez a saudade apertar em meu peito. Enquanto Matthew preparava algo para eu comer, Madison, Austin e Anna entraram na casa e quando aquela feiticeira me viu ali, correu e me abraçou, fazendo todos sorrirem.
— Fico feliz que você esteja bem. Você nos deu um grande susto novamente. Meu coração não aguenta isso. — Ela disse.
— Juro que não foi intencional. — Falei sorrindo e todos sorriram também. — Mas prometo ficar mais atenta da próxima vez que alguém pedir minha ajuda.

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