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Entre Lobos: Vínculo do Destino romance Capítulo 50

EMILY

Saí da sala do Matthew muito irritada. Minha vontade não era apenas fazer todos aqueles documentos voarem. Era fazer aquela sala inteira incendiar. Como aquele idiota não percebia que aquela descarada estava rondando ele? Desejando o que me pertencia.

Mas isso não ficaria assim, não mesmo. Vou testar como o humor dele vai ficar quando ele não puder desfrutar do que lhe pertence. E pode ter certeza de que não serei justa.

Ele resolveu provocar a fera com a vara curta, e que ele se prepare. Primeiro, mentiu para mim, duas vezes. E agora isso. Refiz todos os meus planos por causa dele. Adiei meu sonho, esperando que ele estivesse pronto para sonhar comigo. E o que aconteceu? Ele foi egoísta demais e, no momento em que deveria ter sido sincero, ele me iludiu. Era exatamente assim que me sentia, iludida.

Amava muito a Lara. A tinha como uma verdadeira filha, mas eu queria gerar meu próprio bebê. Inclusive, falamos sobre isso, e quando o momento finalmente chegou, a única coisa que ele tinha a dizer era que não sabia quando estaria pronto e nem sabia se um dia isso aconteceria.

Melhor que ele tivesse dito que não pretendia ter mais filhos. Dessa forma, eu não teria criado expectativas. Sabia de tudo o que ele passou com a Olívia. No entanto, ele precisava entender que cada gravidez é única.

Estava trabalhando neste hospital há mais de um ano, e durante todo esse período, nenhuma mãe morreu durante o parto, e nosso hospital realizou inúmeros durante esse período. Não conseguia compreender esse trauma dele. Até tentei, mas não conseguia.

Após sair da sala do Matthew, ocupei minha mente com o trabalho. Realmente, não queria pensar em outra coisa estando aqui. Sempre fui muito profissional durante esses anos de minha carreira, e o Matthew não me faria mudar isso também.

No meu intervalo, fui até a sala dos médicos e, quando cheguei lá, deparei-me com a Dra. Stephanie fazendo uma lista de elogios para o Matthew. Aquilo quase me fez rir. Se não bastasse tudo que estava passando, ainda teria que lidar com uma loba oferecida. Algo naquela mulher não me cheirava bem.

Quando perceberam minha chegada, alguns ficaram incomodados com os elogios que aquela médica fazia a um lobo que tinha uma companheira. Se aquela médica queria apimentar a vida dela, eu tinha outras maneiras para satisfazê-la. Nada melhor do que um pouco de magia para alegrar sua vida.

Assim que ela levou sua xícara à boca, solvendo o café que estava ali, ela se engasgou, tossindo todo o café no rosto de sua amiga, que se levantou muito irritada, insultando-a desrespeitosamente. A vi ficando vermelha, não apenas pelo acesso de tosse, mas pela vergonha que passou em público.

Aquela mulher girou a cabeça em minha direção, acusando-me com seu olhar. Não havia como ela saber que fui responsável por aquilo, mas seu olhar era assassino. Mantive meu riso contido em meu rosto e a ignorei completamente. Ela teve o que mereceu, e eu ainda faria mais. Fui até onde ficava a cafeteira, peguei alguns guardanapos e levei até ela.

— Aqui — Entreguei os guardanapos para ela e ela me encarou. — Pelo visto, você anda numa maré de má sorte terrível. Ontem foi o carro, hoje o café. Dizem que quando desejamos o que é errado, o destino j**a contra nós. Cuidado! — Disse em alto e bom tom.

Deixei aquela sala sem nem olhar para trás. O recado havia sido dado. O que ela faria dali em diante era um problema dela. No entanto, que ficasse ciente de que toda ação requer uma reação. Desde que ela estivesse preparada para as consequências, poderia mover qualquer peça do tabuleiro.

Quando chegou meu horário, fechei minha sala e voltei para casa. Eu sabia que o Matthew não demoraria a chegar, isso se ele viesse direto para casa. Resolvi agir conforme meu plano. Usei um pouco de magia para intensificar o cheiro da Ivy. Tomei um banho e vesti uma lingerie sexy. Deitei-me na cama e aguardei.

Como previ, escutei seu carro sendo estacionado. Com minha audição de loba, ouvi quando a porta de nossa casa foi aberta e logo depois fechada.

Me levantei, contei mentalmente até um minuto, apliquei hidratante em minhas mãos e, quando o Matthew abriu a porta de nosso quarto, deparou-se comigo apoiada com uma perna na cama, passando hidratante por ela, numa posição bem sexy.

Ele ficou paralisado na porta com aquela cena. O jogo estava apenas começando. Prepare-se, lobinho. Ele me observou com olhos desejosos, disfarçadamente inalou nosso cheiro, provavelmente imaginando que eu estaria entrando novamente no cio.

“Ainda não, lobinho”, pensei. Mas a magia poderia causar esse tipo de ilusão. Passei quase desfilando por ele, indo até o closet. Ele entrou em nosso quarto, mas se manteve em silêncio e sentou-se em nossa cama. Tão previsível, aquele homem.

— Você vai continuar me ignorando? — Ele perguntou, avaliando-me.

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