MATTHEW
Assim que Emily voltou para casa, me encontrou na sala aguardando-a. Lara correu para o meu colo, entusiasmada demais com algo que ela não demoraria a contar-me. Conhecia muito bem minha filha.
— Papai, vamos ter um bebê! — Aquilo me paralisou na hora. Olhei para Emily, sabendo que aquilo não era possível. — Quer dizer, a mamãe falou que um dia vamos ter um bebê, já que a titia Júlia vai ter um e a tia Anna também.
— A Anna está grávida também? — Perguntei, e Emily confirmou com um aceno.
— Meu amor, mamãe vai se deitar, certo? Não esqueça de tirar essa roupinha, colocar seu pijama e de escovar esses dentinhos. — Emily se aproximou de minha filha, que estava no meu colo, e deu um beijinho em sua cabeça.
Após colocar minha filha na cama, fui para meu quarto. Não encontrei Emily em nossa cama. Provavelmente, ela resolveu tomar um banho. Mas quando entrei em nosso banheiro, a encontrei relaxando na banheira.
— Posso entrar também? — Perguntei, apontando para a banheira.
— Claro. — Ela disse.
Estranhei sua resposta, mas não pensei muito antes de retirar minha roupa e entrar. No entanto, assim que o fiz, ela se levantou e saiu.
— Você disse que eu poderia entrar. — Falei, sem entender o porquê de ela sair.
— Sim, falei. No entanto, isso não quis dizer que eu ficaria aqui com você. — Ela disse enrolando-se na toalha.
— Até quando você vai me dar esse gelo?
— Por quantos meses você me iludiu?
— Você só pode estar de brincadeira comigo, Emily. Eu não disse que não teríamos um filho, droga, eu só falei que ainda não estou preparado.
— Sua filha está prestes a fazer seis anos, Matthew. Você teve exatamente esse tempo para superar tudo isso. Agora chega. Se você não está preparado para ter um filho agora, quem não quer mais ter um sou eu. Cansei de esperar por você. — Saí da banheira e fui até ela.
— É assim que vai ser? — Encarei-a com raiva.
— Você fez suas escolhas, agora eu fiz a minha. — Ela disse, desafiando-me.
— Ótimo! — Minha raiva transbordava pelos poros, saí do banheiro nem me dando ao trabalho de pegar uma roupa e pulei pela janela.
Quando voltei para nossa casa, Emily já estava dormindo. Fiz tudo ao meu alcance para não acordá-la. Dormi poucas horas e levantei-me antes que ela acordasse, tentando evitá-la. Passamos alguns dias daquela forma, falando apenas o necessário.
O clima sempre ficava pesado quando estávamos juntos, então comecei a me ocupar mais com as questões da matilha após voltar do trabalho, sem esquecer de passar um tempo com minha filha. No entanto, só retornava ao quarto quando tinha certeza de que Emily estava dormindo.
Certa noite, ao chegar em casa, percebi que Sky estava agitado, como se sentisse que algo não estava certo com nossa companheira. Subi correndo a escada, mas não a encontrei no quarto. No entanto, ouvi seus gemidos de dor vindo do banheiro. O cio da Emily havia chegado, e essa era a situação que nem a magia dela poderia resolver.
A loba precisava do macho, caso contrário, ela sofreria durante todo aquele período. Comentava-se que as dores eram intensas, mas até que ela tivesse relações íntimas com o macho. Assim que entrei no banheiro, nos encaramos por um minuto e, silenciosamente, chegamos a um acordo para suspender nosso drama por um tempo.
Avancei em sua direção, devorando seus lábios, enquanto ela retribuía da mesma forma. Como acabara de voltar da patrulha, estava completamente nu. Rasguei suas roupas para ter acesso ao seu corpo. Meus beijos pareciam acalmá-la, e o cheiro que ela exalava estava deixando Sky louco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Entre Lobos: Vínculo do Destino