George sabia que Jaqueline estava muito emocionada, então decidiu não complicar ainda mais as coisas, se mantendo silencioso atrás dela.
Jaqueline se virou para George, segurando seu braço:
— Vamos embora, George.
Ela realmente não queria mais ficar ali, tinha visto o suficiente e estava exausta.
Jaqueline puxou George para sair, mas Roberto deu um passo à frente:
— Jaque.
— Roberto! — Jaqueline virou a cabeça, lançando a ele um olhar frio. Seus olhos pareciam não ter mais a ternura de antes. — Você e Ângela podem ficar aqui namorando. De agora em diante, nosso casamento é só de nome. Eu não vou interferir na sua vida, e você também não deve interferir na minha.
Ela estava profundamente desapontada com aquele homem!
Jaqueline puxou George e saiu. Roberto sentiu como se seus pés estivessem presos a dois grandes blocos de pedra, incapazes de se mover, apenas assistindo a figura dela se afastar cada vez mais, como se nunca fosse olhar para trás.
— Roberto. — Ângela correu até ele chorando, segurando seu rosto com preocupação. — Você está bem? Você está sangrando, vou chamar um médico para ver você.
— Não precisa. — Roberto empurrou a mão dela, se virando para olhá-la friamente. — Ângela, o que está acontecendo?
— O quê? — Ângela olhou para ele, confusa.
— Você sabe do que eu estou falando. Por que eu acabei na cama com você?
— Eu... — Ângela ficou sem palavras.
Vendo Ângela desviar o olhar, com uma expressão culpada, Roberto logo suspeitou de algo:

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