Jaqueline virou rapidamente o corpo para o lado, se afastando dele com uma expressão de alerta.
— O que você está fazendo?
— Você não disse para eu descansar? Este é o meu quarto, a minha cama, é claro que eu vou deitar!
O homem, normalmente sério, naquele momento parecia um completo malandro, sem o menor pudor.
Ainda assim, havia algo em sua atitude desleixada que carregava um toque de charme irresistível.
— Você... — Jaqueline sentiu vontade de repreendê-lo, mas, para sua frustração, não conseguiu encontrar razões plausíveis para contradizê-lo.
Afinal, aquela realmente era a casa dele. Assim que se divorciassem, ela sairia dali.
— Ok, já que este é o seu quarto, então fique aqui e durma. Eu vou embora.
Ela decidiu passar a noite no quarto de hóspedes. Para ela, tanto fazia onde dormir naquela última noite. Jaqueline e Roberto já estavam em pé de guerra há tempos, e nada mais importava.
Quando estava prestes a sair da cama, sentiu uma mão firme segurando seu pulso.
Ela virou a cabeça rapidamente e viu a mão forte de Roberto apertando ela com firmeza. Tentou se livrar várias vezes, mas, quanto mais tentava, mais ele apertava.
Jaqueline franziu as sobrancelhas, irritada:
— O que você está fazendo?
Roberto percebeu que, sempre que ele se aproximava dela, aquela mulher invariavelmente o olhava com desconfiança e fazia a mesma pergunta: "O que você está fazendo?"
O que ele estava fazendo?
Ele era o marido dela. E, ainda assim, ela o tratava como um estranho, como se cada movimento dele fosse suspeito, como se ele fosse um predador perigoso.
— Eu sou seu marido. Qualquer coisa que eu faça é perfeitamente normal! — De repente, ele a empurrou para trás, pressionando ela contra a cama.
Com uma das mãos grandes, segurou o queixo dela com força, o apertando cada vez mais, quase a ponto de deformar seus ossos.

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