— Vamos dar uma volta.
— Hã? — Jaqueline pensou que tinha ouvido errado. — Para onde você quer ir?
— Não quero sair do hospital, só quero dar uma volta aqui por perto. Pode ser?
— Claro que pode. — Jaqueline respondeu. — Mas isso não é simples demais? Só quer que eu te acompanhe?
— O que foi? Você não quer ir?
— Claro que quero. Você consegue andar?
— Consigo, minhas pernas não estão quebradas. — George desceu da cama.
Depois de dar apenas dois passos, ele de repente segurou o peito, franzindo levemente a testa.
Jaqueline imediatamente o amparou.
— Vou pegar uma cadeira de rodas para você.
— Não precisa, eu quero caminhar um pouco.
Vendo que George insistia, Jaqueline não disse mais nada, apenas o apoiou enquanto saíam.
Os dois acabaram de virar o corredor e se depararam com um casal.
Jaqueline se assustou e olhou para eles surpresa.
Roberto e Ângela, que coincidência!
Roberto estava apoiando Ângela, que parecia muito debilitada, com a expressão cansada.
Roberto fixou o olhar nas mãos de Jaqueline, percebendo que ela estava segurando o braço de um homem. Imediatamente, seus olhos se encheram de frieza.
Os quatro ficaram se olhando, o ar parecia congelado, e um silêncio profundo se instalou por vários segundos.
— O que você está fazendo aqui? — Roberto perguntou friamente, como se ela não devesse estar ali.
Jaqueline quis soltar o braço de George, mas vendo que Roberto também estava amparando Ângela, pensou consigo mesma: "Por que deveria me sentir culpada? Eu não fiz nada de errado.".
Então, ela respondeu abertamente:

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