Roberto franziu a testa, um lampejo de raiva brilhava em seus olhos.
Jaqueline olhava fixamente para a pulseira no chão, como se vislumbrasse seu relacionamento com Roberto, agora irremediavelmente desfeito.
Silenciosamente, se abaixou, recolheu a pulseira e a lançou em uma lixeira próxima antes de se virar para partir.
Roberto, impulsionado por uma raiva inexplicável, avançou rapidamente e segurou o pulso de Jaqueline.
— O que você quer dizer com isso?
Para Roberto, parecia que Jaqueline tinha intencionalmente quebrado a pulseira ao meio.
Sentindo a dor da forte pressão em seu pulso, Jaqueline franziu a testa e se esforçou para se libertar.
— Não entendo o que você está insinuando.
Ela compreendia que ele questionava sobre a pulseira, mas por que ele se irritaria tanto? Afinal, a pulseira era apenas um presente casual, comprado por sugestão de Ângela.
Roberto estava prestes a dizer algo com o rosto fechado, mas Fábio interveio:
— Quer fazer com que todos zombem de nós? Preciso chamar todos os funcionários com um megafone?
Assim que Fábio terminou de falar, Roberto notou que os funcionários observavam a cena, mas rapidamente desviavam o olhar e saíam apressados.
Cenas como essa certamente atrairiam críticas.
Roberto respirou fundo, contendo sua raiva, e disse a Jaqueline:
— Vamos discutir isso em casa.
— De fato, precisamos ir. — Continuou Fábio. — Esta noite temos um jantar com a vovó, se lembre de voltar para a Mansão dos Santana.
O olhar severo de Fábio pousou sobre Ângela ao acrescentar:
— Não traga estranhos, a menos que queira matar a vovó do coração.

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