Roberto sentiu uma dor aguda no braço, mas não demonstrou e agiu como se nada tivesse acontecido:
— Mãe, pai, vocês chegaram.
Fábio ajustou a gravata no pescoço e tossiu, constrangido:
— Se têm algo a fazer, vão para o quarto e fechem a porta. Fazer isso na sala de estar, sem medo de serem motivo de piada... É tão urgente assim?
Catarina, apoiada em sua bengala, se aproximou com um sorriso e disse:
— Acho que vocês não estão com tanta pressa assim, já que a barriga da Jaque ainda não mostra sinais. Roberto, parece que você precisa se apressar um pouco mais.
Roberto franziu a testa, um vislumbre de constrangimento passou por seus olhos.
— Vovó, não é o que vocês estão pensando.
— Você pressionando sua esposa no sofá e a beijando loucamente, o que mais deveríamos pensar? — Catarina não se acanhou, afinal, essas coisas são experiências da vida que todos passam, não há motivo para fingir inocência.
Roberto ficou sem palavras, se não fosse pela chegada deles, ele realmente não poderia garantir o que aconteceria a seguir.
Jaqueline, parecendo aterrorizada, se levantou rapidamente do sofá e correu para o lado de Catarina, segurando seu braço.
— Vovó, por favor, pare de falar.
Vendo o rosto corado de Jaqueline, Catarina sorriu de maneira benevolente e astuta:
— Por que a vergonha? Já deve estar na hora de haver algum movimento na sua barriga, não é?
Ela deu um leve tapinha na barriga lisa de Jaqueline.
— Roberto, que tal deixarmos a sala da vovó para vocês? Nós podemos nos retirar para que você se esforce um pouco e faça com que a Jaque tenha um bebê.
Jaqueline arregalou os olhos e balançou o braço de Catarina.
— Vovó, eu imploro, pare de falar!

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