— Jaqueline, estou falando sério. — Disse George, olhando para as costas dela.
Jaqueline se virou:
— Se eu for descansar, então não volto mais, pode ser?
— Por quê? — Perguntou George, aflito. — Fiz algo errado de novo?
— Se não quer fazer nada errado, então me obedece direitinho. E depois que eu for embora, você tem certeza de que não vai ficar pensando besteira?
Era justamente isso que preocupava Jaqueline. George fingia ser forte. Ele não queria admitir que não suportava vê-la indo embora, mas, assim que ela saía, o medo tomava conta dele.
Do jeito que ele estava agora, não era bom que ficasse se preocupando demais. Estando ao lado dele, ela pelo menos conseguia acalmar seu estado emocional. Se isso ajudava em sua recuperação, ela não se importava.
Quanto mais rápido ele se recuperasse, melhor seria para os dois.
George abaixou a cabeça, envergonhado. Era verdade que ele ficava cheio de pensamentos confusos. Quando Jaqueline ia embora, ele não conseguia parar de pensar, não conseguia controlar aquilo.
— George, não precisa se preocupar. Eu durmo muito bem aqui. Só de ver que você está bem, já fico feliz. Se eu voltar para casa, vou ficar preocupada com você, e com certeza não vou conseguir dormir direito a noite inteira. Agora, ficando ao seu lado, consigo me sentir mais tranquila.
George ainda queria dizer alguma coisa, mas Jaqueline já tinha entrado no banheiro.
Ele ficou olhando fixamente para a porta do banheiro que tinha acabado de se fechar, com um leve sorriso surgindo nos lábios.
Embora quisesse que Jaqueline voltasse para casa para descansar, no fundo desejava que ela permanecesse ali com ele. Se sentia um pouco egoísta por isso, mas ele precisava dela.
...
Heitor estava sentado à frente da cama do hospital, segurando o celular. No começo, ele ria, mas depois, não se sabe o que viu, ficou sério de repente.

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