Ela havia prometido não se exaltar, mas diante de tal situação, foi impossível se controlar.
Ao ver o punho trêmulo de Jaqueline, Roberto sentiu como se um balde de água fria fosse jogado sobre ele, percebendo que ela ainda estava doente. Rapidamente, segurou sua mão e disse:
— Desculpe, não vou mais falar, não fique irritada.
A súbita desculpa do homem deixou Jaqueline atônita, mas de fato serviu para acalmar um pouco seus ânimos. O punho que agarrava o cobertor foi gradualmente se soltando.
Jaqueline viu Hebe hesitante na porta e então disse:
— Hebe, venha aqui.
Hebe entrou. Na verdade, ela sentia um certo receio de Roberto. Este homem exalava uma aura mortal por onde passava, como se fosse a própria morte.
Sendo uma pessoa comum, naturalmente se sentia completamente dominada por esse homem poderoso e influente. No entanto, pensando em como sua boa amiga estava sendo maltratada por ele, Hebe se encheu de coragem e enfrentou Roberto sem mostrar qualquer simpatia.
Hebe se aproximou de Jaqueline, se inclinou e sussurrou em seu ouvido:
— Eu cuidei de tudo que estava no assento do seu carro, está tudo muito limpo agora.
Jaqueline lançou a ela um olhar de gratidão.
— Obrigada.
Quando ela havia dirigido até ali, o assento ficou coberto de sangue, então ela pediu a Hebe para limpar, para evitar que outros descobrissem.
Roberto franziu a testa e perguntou, visivelmente descontente:
— O que estão cochichando aí? Não posso ouvir?
Felizmente Hebe era uma mulher. Se fosse um homem encostado no ouvido de sua esposa, sussurrando, ele certamente não deixaria isso passar.
— Não, você não pode ouvir. — Disse Jaqueline, sem esconder seu mau humor. — São segredos entre mulheres, o que um homem como você tem a ver com isso?

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