Ao perceber o olhar esquivo de Jaqueline, George também não a colocou em uma situação difícil. Ele assentiu com a cabeça e disse:
— Então está bem, descanse cedo.
Jaqueline respondeu:
— Você também.
Mal ela terminou de pronunciar a última palavra, um beijo ardente a surpreendeu de repente, pousando em seus lábios.
Os olhos de Jaqueline se arregalaram, tomada de espanto. Suas mãos penderam rígidas ao lado do corpo, tão imóveis quanto pedras.
No instante em que Jaqueline estava prestes a empurrar George, ele já havia se afastado por vontade própria.
Os olhos de Jaqueline permaneceram arregalados. George ergueu a mão e tocou levemente o nariz dela:
— O que foi? Você está com essa expressão como se eu estivesse me aproveitando de você. Eu sou seu marido, não vai querer me bater, vai?
Jaqueline forçou um sorriso:
— Não, é só que foi tão de repente que eu não consegui reagir.
— Como se a gente nunca tivesse se beijado antes. Quando eu te beijava antes, por acaso eu avisava?
Jaqueline assentiu:
— Sim.
Ela realmente não soube como responder.
— Tudo bem, da próxima vez que eu quiser te beijar, eu aviso antes. Mas às vezes também quero te surpreender. — Ele a envolveu pela cintura, sentindo claramente que o corpo dela estava tenso, um tanto resistente. Disfarçando, disse. — Jaqueline, mesmo que nós dois não possamos dormir juntos, eu vou respeitar seu desejo, mas, afinal de contas, somos marido e mulher. Não faz sentido não ter nenhum contato físico entre nós. Quando eu quiser te beijar, você vai recusar também?

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