Jaqueline estava no hospital, e o médico responsável por ela chegou para uma visita, acompanhado por um grupo de estagiários.
Enquanto eles a examinavam, Jaqueline se sentia nervosa sob tantos olhares, mas sabia que este era um procedimento necessário. Cada médico passou por isso, e se os pacientes se recusassem a ser examinados por estagiários, não haveria médicos no mundo.
Ela só podia suportar a vergonha até o final do exame.
O médico principal disse:
— Você precisa tomar muito cuidado. Nos próximos dias, não faça nada além de descansar na cama. Se houver mais sangramento, o bebê pode não sobreviver.
Jaqueline acenou com a cabeça, compreendendo:
— Entendi, obrigada, doutor.
Após a saída dos médicos, Jaqueline suspirou aliviada e acariciou sua barriga, murmurando:
— Filho, sua mãe vai proteger você. Eu prometo que não deixarei você se machucar novamente.
— Você não estava internada por causa de um desconforto estomacal? Como acabou aqui para cuidar da gravidez?
De repente, Jaqueline ouviu uma voz familiar e estranha ao mesmo tempo. Ela se virou e viu Nádia, que havia aparecido na porta sem que ela notasse.
Nádia entrou, colocou sua bolsa de lado, puxou uma cadeira e se sentou ao lado da cama de Jaqueline, seu olhar pousando suavemente na barriga dela.
— Há quantos meses você está grávida?
— Mãe, eu... Eu... — Jaqueline começou a ficar extremamente nervosa, gaguejando sem conseguir formular uma frase completa.
— Por que está gaguejando? Nem consegue falar direito e quer ter um filho? O bebê vai aprender a gaguejar com você?
Nádia estava séria, como uma diretora escolar rígida repreendendo um aluno que havia pulado o muro para matar aula.
Jaqueline tinha medo dela, pensava que tinha medo de Fábio, mas percebeu que Nádia era ainda mais intimidadora.
— Estou de pouco mais de dois meses. — Ela respondeu, finalmente, ganhando coragem.

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