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Esposa grávida fugiu, o CEO marido lutou para a reconquistar romance Capítulo 77

Ângela pegou o guardanapo limpo sobre a mesa e enxugou o rosto.

Pensar que Roberto a amava e estava prestes a se divorciar de Jaqueline, já a fazia se sentir vitoriosa. Jaqueline, por sua vez, era vista apenas como alguém prestes a ser abandonada.

Jaqueline preferia não conversar muito com Ângela, muito menos discutir naquele local e perder sua dignidade, especialmente quando algumas pessoas começaram a lançar olhares em sua direção.

Ela pegou sua bolsa, pronta para se levantar e ir embora, quando, de repente, uma mão pousou em seu ombro.

— Eu cheguei.

Nádia surgiu diante delas e pressionou Jaqueline de volta ao assento:

— Desculpe pela demora, acabei fazendo com que vocês ficassem a sós, deve ter sido um pouco constrangedor, não é?

Ao ver as lágrimas no rosto de Ângela, Nádia mostrou preocupação:

— Srta. Ângela, você está bem?

— Estou bem, tia, obrigada pela preocupação. Eu e Jaqueline tivemos um pequeno mal-entendido, não precisa se preocupar.

Ângela, que até um momento atrás parecia feroz e desdenhosa, mudou instantaneamente para uma postura dócil, como um gatinho, na presença de Nádia. Ela tinha o hábito de adaptar suas palavras dependendo de quem estava ouvindo.

— Mãe, acho melhor eu ir embora. — Disse Jaqueline, erguendo a cabeça.

— Ir embora? Por quê? — Nádia se sentou ao lado dela e acenou para o garçom. — Agora que estamos todos aqui, vamos fazer o pedido.

O garçom entregou três cardápios.

Jaqueline realmente não tinha apetite:

— Mãe, se há algo que você quer dizer, por favor, fale agora.

Ela pensou que seria apenas um jantar com Nádia, mas não esperava que Ângela também fosse convidada.

— Eu só queria ter um jantar com vocês e conversar um pouco. Não é nada sério. Por favor, me dê essa consideração, pelo fato de eu ser sua sogra.

Parecia que todos gostavam de ser elogiados por parecerem mais jovens.

Jaqueline estava confusa e não entendia essa abordagem, mas as duas começaram a conversar.

— Eu peço desculpas em nome da Jaque, ela não deveria ter jogado água no seu rosto, isso foi muito ruim.

Ao ouvir Nádia, Jaqueline franziu a testa.

— Mãe, eu não preciso me desculpar, você não ouviu o que ela disse. Se fosse você...

— Chega. — Nádia interrompeu, com uma expressão mais séria. — Não importa o que ela disse, você não deveria ter jogado água na frente de tantas pessoas, ainda bem que não era água fervendo, senão as consequências seriam inimagináveis.

Jaqueline estava chateada, mas se Nádia já tinha decidido que ela estava errada, nada do que dissesse faria diferença. Ela não se arrependia de ter jogado água em Ângela, ela mereceu.

Claro, Jaqueline sabia que a água não estava fervendo, a temperatura nem mesmo seria suficiente para um banho, portanto não machucaria Ângela. Se fosse realmente água fervente, ela definitivamente não teria jogado.

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