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Esposa por contrato romance Capítulo 197

POV WADE

—Ah! Você já chegou. Pode me ajudar com isso? —disse minha mãe quando entrei na cozinha. Ela apontou para a bandeja com a carne marinada.

—Claro —peguei a bandeja e a coloquei na geladeira.

Mamãe também estava preparando o jantar. Um prato filipino: frango adobo.

—Posso provar um pouco? —A comida cheirava tão bem que me deu fome.

—Tá bom. Só um pouco. Você não vai querer estragar o jantar —disse minha mãe, colocando um pouco de carne num prato e deixando-o no balcão.

Sentei-me no banco do balcão, peguei o prato e cheirei a comida.

—Mãe, tem um cabelo na comida —falei, tirando-o.

—Sério? Meu Deus. Você devia trocar de xampu, Wade, seu cabelo tá caindo.

Balancei a cabeça. Mamãe estava brincando de novo.

—Olha, é ruivo. É seu. —Mostrei o cabelo e ela olhou de perto.

Mamãe me deu um garfo e uma faca. Comecei a comer.

—Mãe.

—Sim?

—Você se lembra da garota que te vendeu uma caixa de biscoitos, há... —Olhei de lado, tentando lembrar quantos anos tinham se passado.

—Uma garota? —Mamãe me olhou de canto enquanto mexia a comida que estava cozinhando.

—Sim. Quando você estava grávida da Rubi. Você estava em uma cafeteria quando comprou os biscoitos dela. Acho que eu tinha uns onze anos na época —falei e dei uma mordida no frango.

—Hm... —Ela franziu a testa, pensativa. —Ah! Aquela que deixou um filtro dos sonhos na caixa?

—Exatamente.

—Por quê? O que tem ela?

—Descobri que era a Carla.

—Carla quem? —Mamãe levantou as sobrancelhas, toda atenta.

—Carla Morning. Minha colega de classe.

—A mesma Carla por quem o Ismael é apaixonado? —Mamãe pôs as mãos na cintura. A curiosidade dela estava ativada.

Ah, mães! Mamãe sabia tudo sobre mim e meus amigos.

—Sim —respondi.

—E a garota que anda tirando seu sono ultimamente.

Droga!

Não respondi e continuei comendo.

—Então... o que tem a Carla? —perguntou mamãe. Eu sabia que ela não largaria o assunto sem alguns detalhes.

—Tenho saído com ela —decidi contar a verdade.

—Sério? E como o Ismael reagiu?

—O Ismael ainda não sabe. Só o Leonidas.

—Ah! Aposto que ele vai entender. É pra isso que servem os amigos. Pra apoiar a felicidade um do outro.

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