Ele continua completamente sério.
— O casamento seria real. Mas teria prazo de um ano.
Agora tenho certeza absoluta de que enlouqueci.
— Ah, claro. Isso faz todo o sentido — digo, gesticulando. — Um casamento temporário com um estranho milionário. Perfeitamente normal. Acontece o tempo todo.
— É um acordo.
— Claro que é.
— Um contrato.
— Evidentemente.
— E você seria muito bem paga.
Essa parte faz meu cérebro prestar atenção imediatamente.
Droga.
Eu odeio quando dinheiro entra na conversa.
— Quanto? — pergunto antes que minha dignidade consiga me impedir.
Ele cita um número.
Meu coração para.
Literalmente.
— Isso é… — engulo em seco — …isso é dinheiro de verdade.
— Sim.
— Tipo pagar dívidas, salvar casa, parar de viver à base de macarrão instantâneo?
— Sim.
Passo a mão no rosto.
— Meu Deus.
Olho para ele.
— E qual é a pegadinha?
— Precisamos parecer um casal de verdade durante um ano.
— Por quê?
Ele demora um segundo antes de responder.
— Porque meus sogros querem tirar meu filho de mim.
Isso corta o humor da situação imediatamente.
— Leo?
Ele assente.
E de repente aquela imagem volta à minha cabeça.
O menino sorrindo para mim na chuva.
O joelho ralado.
A forma como ele segurou minha mão.
Meu peito aperta.
— Então… você quer uma esposa de mentira para convencer um tribunal de que tem uma família estável.
— Exatamente.
Cruzo os braços novamente.
— Você percebe que está propondo isso para uma mulher que conheceu porque ela bateu no seu carro, certo?
— Sim.
— E que provavelmente é a candidata menos estável emocionalmente da cidade?
— Eu estou disposto a correr esse risco.


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