Quando era pequena, Gustavo costumava chamá-la de princesa.
Luiza, entre o orfanato e a casa de Dona Joana, tinha sofrido por apenas um ou dois anos. Não foi tempo suficiente para apagar de vez o temperamento mimado que ela tinha adquirido ao ser criada como o centro das atenções pela família.
Com Gustavo sendo um pouco mais gentil com ela, não demorou para que Luiza voltasse a ser a menina cheia de manias de antes.
Com apenas sete anos, ela era sincera e manhosa, generosa e teimosa. Tudo nela vinha com intensidade.
Em uma noite de verão, durante uma tempestade, ela agarrou seu ursinho de pelúcia, saiu do quarto descalça e foi direto para o quarto de Gustavo.
Ele, que era seis anos mais velho, já tinha entrado na adolescência e começava a entender a diferença entre meninos e meninas. Com uma expressão séria, ele mandou que ela voltasse para o próprio quarto.
Mas Luiza, que já estava acostumada a ser paparicada por ele, ignorou completamente. Num piscar de olhos, ela se enfiou na cama dele, cobrindo a cabeça com um cobertor fino. Com um bico nos lábios, respondeu com toda a razão do mundo:
— Mas, irmão, eu tenho muito medo de trovões! Eles podem me matar!
Naquele momento, Gustavo não teve coragem de dizer a ela que apenas quem quebra promessas é atingido por um raio.
Ele suspirou, claramente irritado, e soltou, resignado:
— Princesa, eu realmente não sei o que fazer com você.
Luiza, que mesmo pequena já era muito esperta, percebeu o tom de carinho e rendição na voz dele ao chamá-la de princesa.
Depois disso, tudo mudou.
Quando Gustavo decidiu se afastar dela e ela passou a querer se casar com Ethan, toda vez que ele a chamava de “princesa”, havia uma clara nota de sarcasmo.
Era como se ele estivesse rindo dela, zombando por acreditar que ainda era a menina que ele colocava no pedestal, como se não soubesse o seu lugar no mundo.
Mas, naquela noite, talvez fosse o efeito do álcool, Luiza sentiu que o tom dele ao chamá-la de “princesa” carregava algo das memórias da infância.
Encostada na porta do carro, com o calor da mão dele ainda no pulso, ela sentiu seus nervos ficarem tensos. O perfume amadeirado no ar era algo familiar.
Aquela fragrância era o presente que ela havia dado a Gustavo em seu aniversário de dezoito anos.
Ele parecia gostar muito, porque, com o tempo, aquela se tornou a única fragrância em sua prateleira.
Sempre que ele estava prestes a terminar o frasco, Luiza fazia questão de comprar outro para repor.
Gabriela, com um sorriso provocador, também olhou para Luiza:
— Dra. Luiza, você não vai ser tão mesquinha a ponto de proibir que eles aceitem um pouco de comida, vai?
Luiza não tinha intenção de se envolver, mas a atitude de Gabriela a incomodou. Sem perder tempo, ela a interrompeu:
— Hoje você veio trabalhar?
— Hoje estou de folga. — Gabriela respondeu, sorrindo e sem demonstrar o menor constrangimento. — Mas, como estava de passagem, resolvi trazer algo para o pessoal.
— Ah, entendi... Então isso é no seu tempo livre. — Luiza colocou as mãos nos bolsos do jaleco e olhou para Gabriela com calma. — Nesse caso, é melhor me chamar de Sra. Soares quando estiver aqui. Não acha, a outra?
Os colegas ficaram paralisados por um instante. No segundo seguinte, alguns não conseguiram segurar o riso e disfarçaram tossindo.
Eles nunca tinham percebido como Luiza podia ser afiada quando queria. Era como se ela estivesse guardando toda a sua força para aquele momento.
O rosto de Gabriela ficou vermelho de raiva, mas ela respirou fundo e manteve a pose altiva:
— Você acha que vai continuar sendo a Sra. Soares para sempre?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...
787 é o último capítulo mesmo?...
Como pode um marido com Esse Ethan? E Gustavo tá é apaixonado por ela né? não tem nada de irmãzinha aí ciumento que só ele......
Agora começou tudo de novo. Aff. Episódios que demoram pra sair....