— Por que eu teria que voltar para casa com você? — Luiza perguntou, sentindo o constrangimento crescer em público. Ela tentou puxar o braço, mas Ethan segurava firme. — Ethan, dá para você ser razoável?
Ethan franziu o cenho, a voz carregada de irritação:
— Eu não sou razoável?
Ele estava se perguntando por que aquilo o incomodava tanto. Ver Luiza, sua esposa, rindo e conversando tão à vontade com outro homem o deixava completamente inquieto.
Naquele dia, Gabriela insistira para que ele a acompanhasse em um passeio. Ethan não queria levantar suspeitas sobre suas dúvidas em relação a ela e, como sempre, tinha concordado. Mas jamais imaginaria que acabaria presenciando uma cena como aquela.
Luiza era sua esposa. Ele até aceitava que ela tivesse interações com outros homens no trabalho, mas vê-la tão próxima de Raul em um momento de lazer era insuportável.
A voz de Luiza saiu fria:
— Ser hipócrita é o seu jeito de ser razoável?
Ele podia andar para lá e para cá com Gabriela, mas ela não podia nem jantar com outro homem sem que ele perdesse o controle.
Ethan respondeu com firmeza, sem dar espaço para discussão:
— Gabriela já saiu de casa. Agora, vou com você até o Condomínio Bela Vista para pegar suas coisas e voltar para casa.
— E se eu não quiser?
— Luiza, isso não é uma escolha sua.
No momento em que ele terminou a frase, a porta do elevador se abriu. Ethan segurou o pulso dela com força e a puxou em direção ao elevador.
— Ethan.
A voz de Gustavo soou firme e gelada, como se cada sílaba estivesse imersa em gelo quebrado:
— Agora entendi por que fui atender uma ligação e, quando voltei, minha irmã tinha desaparecido. Você a arrastou para cá, foi isso?
Ethan parou, o incômodo evidente em sua expressão. No entanto, ele sentiu um alívio estranho ao perceber que Gustavo estava ali. Virou-se para Luiza, tentando confirmar:
— Você estava jantando com Gustavo?
— Estava.
Na presença de Gustavo, Luiza sentiu o constrangimento dobrar. Ela conseguiu se soltar de Ethan, mas seu pulso, tão delicado, já estava marcado com um anel avermelhado.
Gustavo lançou um olhar para o pulso dela e, em silêncio, seu rosto endureceu.
— Ela não tem nem o direito de jantar com quem quiser? — Sua voz era baixa, mas o peso de suas palavras era inegável.
— Claro que tem. — Ethan rapidamente ajustou o tom, tentando parecer calmo e compreensivo. — Só fiquei preocupado que ela pudesse encontrar alguém com segundas intenções e não percebesse.

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