Gustavo lançou um olhar casual para o relógio de pulso prateado em seu braço.
— Ainda estão finalizando os trâmites. Quando você terminar o café da manhã e for buscá-la, já deve estar tudo resolvido.
— Hoje mesmo eu vou poder levar a Lilian para casa? — Luiza perguntou, surpresa e radiante, seus olhos brilhando de alívio ao encarar Gustavo.
Ela sabia que ele teria capacidade para resolver o problema, mas jamais imaginou que fosse tão rápido.
Gustavo colocou um copo de leite na frente dela. Com os dedos, deu uma leve batida na mesa, indicando de forma impassível:
— Primeiro, tome o café da manhã.
— Tá bom. — Ela respondeu prontamente.
Luiza se sentou ao lado dele, obediente, e tomou o leite enquanto comia a omelete de queijo que ele havia preparado.
Nos oito anos em que não viveram sob o mesmo teto, muita coisa havia mudado. Gustavo agora sabia até cozinhar.
Depois de terminar o café, ela não perdeu tempo e foi direto para a delegacia buscar Lilian.
Gustavo já havia resolvido tudo. Quando ela chegou, o principal advogado do Grupo Marques estava finalizando os últimos documentos, e a polícia liberou Lilian rapidamente.
Quando Lilian foi trazida para fora, estava em um estado de desordem raro de se ver.
Desde que começou a trabalhar, Lilian sempre gostou de estar impecável, com seu estilo de advogada sofisticada. Mas, naquele momento, sua maquiagem estava completamente borrada, e seus cabelos castanhos ondulados, que geralmente brilhavam com perfeição, estavam bagunçados e sem vida.
Luiza, ao vê-la assim, não conseguiu segurar as lágrimas. Com os olhos marejados, correu para abraçá-la e repetiu, entre soluços:
— Lilian, me desculpa… Me desculpa…
— Para com isso, tá? Eu tô bem, não tô? — Lilian respondeu, sem dar muita importância à situação, afastando Luiza com um sorriso e segurando sua mão. — Vamos logo para casa. Estou precisando de um banho urgente.
Quanto mais Lilian tentava minimizar o ocorrido, mais Luiza sentia o peso da culpa.
No caminho de volta, Lilian percebeu rapidamente o quanto Luiza estava diferente. Com um sorriso divertido, ela provocou:
— Se você está tão arrependida, que tal transferir um ou dois milhões para a minha conta?
— Tudo bem. — Luiza respondeu sem hesitar, pegando o celular no semáforo para começar a transferência.
Lilian soltou uma gargalhada e tirou o celular das mãos dela.

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