Luiza era médica, e métodos contraceptivos eram algo absolutamente normal em sua profissão.
Dado o relacionamento atual dos dois, quando Gustavo pediu que ela fosse tomar banho, sua primeira reação foi pensar nisso. Afinal, ela mesma foi quem procurou Gustavo e propôs serem amantes. Não fazia sentido agora querer bancar a indecisa. Na visão dela, seria melhor resolver isso de uma vez: dormir com ele, deixá-lo satisfeito, e, no dia em que ele se cansasse, ela poderia sair sem amarras.
De repente, Gustavo riu baixinho. Ele a ergueu e a colocou sentada na pia do banheiro. Com uma das mãos apoiada ao lado das pernas dela, inclinou-se até que sua respiração tocasse a orelha dela. Seus olhos brilhavam com diversão, e sua voz saiu carregada de provocação:
— Não foi você quem disse que somos amantes? Desde quando amantes precisam usar camisinha?
O tom despreocupado, quase insolente, era típico dele.
Luiza, que achava que estava preparada, sentiu o rosto queimar instantaneamente.
— Mesmo assim, é importante… Por segurança.
Ele arqueou levemente as sobrancelhas, fingindo considerar o argumento, e retrucou com um ar divertido:
— Segurança? Eu não tenho nenhuma doença.
A paciência de Luiza acabou. Ela o encarou, irritada:
— Gustavo! Não tem nada a ver com doença…
Antes que pudesse terminar, ele a interrompeu, sua voz baixa e firme:
— Chama de irmão.
Era algo que Gustavo sempre corrigia, desde que eles eram mais jovens. Ele parecia ter uma obsessão particular por ouvi-la chamá-lo assim. E, como no passado, Luiza sabia que, se não o chamasse, a conversa simplesmente não avançaria.
Com a expressão resignada, como se estivesse lidando com um cliente difícil, ela cedeu:
— Irmão.
Gustavo abaixou os olhos para ela, mas sua expressão mostrava claramente que não estava satisfeito. O tom dele era frio:
— Luiza, quando você era pequena, não era tão desonesta assim.
Ela bufou, impaciente:
— Irmão! Está bom agora?
Era sempre assim que ela o chamava. Ou com a maior das impaciências ou com um tom melancólico, quando precisava de algo dele.
Gustavo arqueou as sobrancelhas em aprovação, claramente satisfeito. Mas Luiza aproveitou para continuar:
— Você pode parar com isso? Eu sei que você já teve muitas mulheres. Talvez até tenha filhos por aí…
Mas ela não terminou a frase. Gustavo a silenciou com um beijo avassalador, engolindo todas as palavras que ela pretendia dizer.
Ele não pediu permissão, não deu espaço para recusa. Seus lábios invadiram os dela com intensidade, e sua língua dominou a dela com uma força que traduzia desejo e possessividade. Toda a autoridade de Gustavo se manifestava naquele momento, no beijo que parecia não ter fim.
O banheiro estava tomado por uma atmosfera quente e carregada. O vapor no espelho só reforçava a tensão entre os dois.
Luiza não entendia como ele conseguia desarmá-la tão facilmente. Bastava ele se aproximar, e suas pernas perdiam a força. Quando ele a beijava, era como se ela perdesse o controle até da própria respiração. Ela tentou se afastar, mas Gustavo, prevendo isso, segurou com firmeza a parte de trás de seu pescoço.
A mão dele era grande e firme, mas o toque era quase provocador, como se ele estivesse brincando com ela. Ele sabia exatamente como deixá-la sem saída.
Em poucos instantes, Luiza já estava sem forças para resistir. Sua voz saiu fraca, quase um sussurro:
— Gustavo…
Ele não interrompeu o beijo, mas conseguiu murmurar entre os lábios dela:
— Chama de irmão.
Mesmo naquele momento de completa vulnerabilidade, ele não perdeu a oportunidade de corrigi-la. Seu tom era autoritário, mas não sem uma pitada de diversão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...
787 é o último capítulo mesmo?...
Como pode um marido com Esse Ethan? E Gustavo tá é apaixonado por ela né? não tem nada de irmãzinha aí ciumento que só ele......