— Como assim? O seu dote inteiro vai ser usado para comprar uma casa pro seu irmão?
— Aham. — Lilian revirou os olhos, pegou uma cerveja, abriu a garrafa com um movimento irritado e começou a beber com grandes goles, tentando aliviar a raiva. — Eles nem se dão ao trabalho de disfarçar. Ficam dizendo que eu já trabalho há três ou quatro anos, que sou advogada e ganho bem, então com certeza tenho dinheiro guardado. Pra eles, é óbvio que eu devo pagar a casa do meu irmão.
Luiza lambeu os lábios, pensativa, e, em seguida, estendeu a mão para dar um leve tapa na cabeça da amiga.
— Nem o seu dinheiro, nem você mesma. Se você não quiser, eles não têm como pegar nada de você.
Quanto ao resto, Luiza não sabia muito bem o que dizer. Por mais absurdo que fosse, aqueles ainda eram os pais e o irmão de Lilian. Romper completamente com a família não era uma decisão que se tomava com facilidade.
Lilian ergueu os olhos para ela e, por um momento, a mulher decidida e independente de sempre parecia uma criança perdida. Com a voz baixa e insegura, ela perguntou:
— E se eles me obrigarem? O que eu faço?
Luiza riu.
— Aí você deixa comigo. Eu te protejo.
Dinheiro não era um problema para Luiza. Se fosse necessário, ela contrataria dez ou até vinte seguranças para proteger Lilian.
…
Na manhã seguinte, Luiza e Lilian acordaram cedo para enfeitar a casa. Elas montaram a árvore de Natal, penduraram luzes coloridas e até refritaram uma parte dos bolinhos que Noemi e Manuela haviam trazido no dia anterior.
O clima natalino começava a tomar conta do lugar, quando, de repente, a campainha tocou.
Lilian correu para atender e, pouco depois, voltou para a cozinha, dando um tapinha no ombro de Luiza.
— O Ethan tá aí. Ele quer falar com você.
Luiza franziu as sobrancelhas.
— Dá uma olhada nos bolinhos pra mim.
Ela entregou a concha para Lilian e saiu da cozinha.
Ethan não tinha entrado. Ele estava parado à porta, esperando por ela.

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