Luiza desviou o olhar com indiferença e caminhou em direção ao seu carro. Quando ela estava prestes a entrar, Gabriela apareceu com Michel nos braços. Gabriela lançou um olhar desconfiado para Luiza, que terminou pousando no documento que estava parcialmente visível na bolsa dela.
— O que é isso? — Perguntou Gabriela, direta, com uma postura altiva, como se já fosse a futura dona da Mansão dos Soares.
Luiza, sem pressa alguma, empurrou o documento de divórcio para o fundo da bolsa, mantendo a expressão tranquila.
— É um certificado de descarte de lixo. — Respondeu ela calmamente.
Gabriela não fazia ideia do que ela estava tentando esconder, mas ela decidiu ir direto ao ponto.
— E os resultados de teste daquele medicamento que você mencionou na reunião de ontem? Quando saem?
— Por quê? — Luiza perguntou, com um sorriso irônico. — Vai virar uma ladra agora? Gabriela, você sempre foi assim desde pequena.
Desde que se conheciam, Gabriela não fazia outra coisa senão roubar o que era dos outros. Agora, parecia que ela estava de olho nos resultados do trabalho de Luiza.
Gabriela ficou sem palavras por um momento, mas logo rebateu, irritada:
— Quem disse que eu quero roubar algo seu?
— Então descubra por conta própria como fazer os testes. Pare de tentar colher os frutos do trabalho alheio. — Luiza respondeu com firmeza.
Sem esperar pela reação de Gabriela, Luiza entrou no carro, acelerou e foi embora, deixando para trás uma Gabriela furiosa.
Gabriela pisou forte no chão, irritada.
“Se eu soubesse fazer pesquisa e desenvolvimento, pra que eu precisaria da Luiza?” Pensou ela, rangendo os dentes.
Mesmo que, racionalmente, Gabriela acreditasse que Luiza provavelmente não conseguiria chegar a lugar algum com aquele projeto, no fundo, ela não conseguia evitar um certo temor.
“E se? E se Luiza tiver mesmo sorte e conseguir alguma coisa?”
Abraçando Michel, Gabriela entrou na mansão e perguntou:
— Michel, aquela mulher disse alguma coisa para a sua avó? Ela não deu nada para ela, deu?
Gabriela associou o documento que viu na bolsa de Luiza a um possível título de propriedade.
“Será que Rebeca, em um momento de fraqueza, transferiu algum imóvel para aquela mulher? Isso eu não vou permitir de jeito nenhum! Tudo que pertence à família Soares tem que ser do Michel.”
— Não sei, não. — Michel respondeu com um piscar inocente. — A vovó me fez ficar no andar de cima e não deixou eu descer.

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