— Tá, tá bom, tá bom. — Manuela adorava ouvir ela falar e, sorrindo com os olhos semicerrados, ela já emendou. — Quando você tiver um tempinho, vem lá em casa, tá?
— Claro.
Luiza respondeu sem nem pensar muito:
— Mas talvez demore um pouco. Eu tô cheia de coisa no trabalho esses dias.
Ela tinha a clínica, o laboratório, o projeto social. Aquilo era mais do que suficiente pra deixar ela atolada. Mas, quando o medicamento finalmente entrasse no mercado, ela ia poder respirar um pouco.
Manuela reparou que o rosto dela tinha até afinado:
— Então, nesse fim de semana, você vai ficar em casa? Eu faço uma sobremesa e levo pra você.
— Combinado.
Luiza gostava demais dos doces que ela fazia. Ela não fez cerimônia nenhuma, aceitou sorrindo.
Depois de reforçar que Luiza precisava cuidar melhor dela mesma, Manuela pegou a receita e saiu.
Perto da hora do almoço, Luiza deu uma olhada no relógio e ainda pediu para a enfermeira encaixar mais alguns pacientes.
Ela só saiu do plantão depois das três da tarde. Ela almoçou num lugar ali por perto e, em seguida, pegou o carro em direção ao Residências Brisa Serena.
Naquela manhã, a filha mais velha da família Frota, Nina Frota, tinha chegado à Cidade A, então ela e Íris tinham combinado a sessão de acupuntura para o período da tarde, justamente para não cortar o clima da conversa entre mãe e filha.
Luiza já estava bem familiarizada com os empregados da família Frota.
Assim que ela estacionou na porta, um dos funcionários veio abrir o portão para ela:
— Dra. Luiza, a senhora chegou.
— Uhum, obrigada.
Luiza entrou sorrindo e, ao passar pela sala, ela deu de cara com Nina.
Foi a primeira vez que ela viu, numa mulher pouco acima dos trinta, uma presença tão forte assim. Nina tinha prendido o cabelo num coque impecável, e todo o corpo dela exalava firmeza e austeridade.
Não era de se estranhar que ela tivesse tanto peso nas decisões da família Frota.
Luiza ia cumprimentar, mas ela percebeu que Nina estava distraída, olhando fixamente a foto de família pendurada na sala. Luiza acabou desistindo, guardou as palavras e se preparou, em silêncio, para subir e começar a sessão.
Só que, quando ela estava quase saindo, Nina voltou a si, olhou na direção dela e falou:
— Você é a Dra. Luiza, né? Eu sou a Nina, irmã mais velha do Edson.
Luiza sorriu de leve e assentiu com educação:
— Prazer, Nina.
Nina percebeu que ela estava um pouco sem jeito:
Íris respondeu:
— Eu vou descer com você.
Quando elas apareceram no andar de baixo, Nina encerrou rapidamente uma chamada de trabalho e fez um gesto de cabeça para Luiza:
— Obrigada pelo esforço.
— Imagina, é meu trabalho. — Luiza respondeu com a mesma cortesia.
Luiza estava prestes a se despedir, mas ouviu Íris dizer para a funcionária:
— E a sopa de cogumelo que eu pedi pra fazer pra Luiza? Traz aqui, rápido.
Nina observou o carinho da mãe com Luiza, e aquele rosto sempre contido dela finalmente amoleceu num leve sorriso.
— Dra. Luiza, já tá quase na hora do jantar. Fica pra comer com a gente? — Nina convidou.
Dessa vez, quem se surpreendeu foi Íris.
O temperamento de Nina tinha puxado o do avô: fria desde pequena. Depois que ela entrou pra política, para se proteger de gente mal-intencionada, ela ficou ainda mais distante.
E, justamente hoje, ela tinha tomado a iniciativa de chamar alguém pra ficar para o jantar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...
787 é o último capítulo mesmo?...
Como pode um marido com Esse Ethan? E Gustavo tá é apaixonado por ela né? não tem nada de irmãzinha aí ciumento que só ele......
Agora começou tudo de novo. Aff. Episódios que demoram pra sair....