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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 620

Ela se lembrava perfeitamente de que, com Gustavo, ela só tinha contado que a morte dos pais adotivos tinha sido causada por Joana, sem nunca mencionar o nome de Danilo.

Gustavo não se surpreendia que ela perguntasse aquilo. Ele caminhou devagar até a cama, sentou-se à beira, ajeitou o cobertor sobre ela e só então começou a responder.

— Eu não só sei quem ele é…

Ele fez uma breve pausa e, sob o olhar confuso de Luiza, afastou com os dedos uma mecha de cabelo perto da orelha dela, antes de continuar:

— Eu também sei que, naquela época, a Joana matou seus pais adotivos pra vingar o Danilo. E que ela usou justamente a estrutura que o Danilo deixou pra ela antes de ser preso.

Luiza ficou parada, sem reação. Ela não tinha imaginado que ele soubesse ainda mais do que ela mesma.

— Depois que o Danilo saiu da cadeia, há algum tempo, ele se manteve muito bem escondido. Pelo jeito, ele queria agir na surdina, sem bater de frente com a gente por agora.

Ela acompanhou o raciocínio até o fim:

— Então hoje à noite, a gente aproveitou a confusão pra tentar puxar esse fio e chegar até o Danilo?

— É isso. — Gustavo confirmou com um leve aceno de cabeça, satisfeito por ela ter entendido tão rápido.

Se Danilo ainda não tinha partido para um confronto direto, muito provavelmente era porque, depois de tantos anos atrás das grades, a força dele tinha se diluído demais.

Mas, se ele tivesse tempo de reorganizar tudo e voltar a crescer, aí sim as coisas se complicariam.

Para Gustavo, era certo que Danilo daria todo o apoio para Joana tentar tomar o poder.

Para Luiza, então, nem se falava. A simples existência daquele homem era uma ameaça.

Eles precisavam arrancá-lo da toca o quanto antes.

Luiza apertou os lábios:

— E… Você corre algum risco com isso?

Depois do que tinha acontecido naquele dia, Gustavo não deixaria mais brecha para ninguém usar contra ela.

Mas ele próprio, inevitavelmente, ia se expor.

Nos últimos anos, ele tinha esse jeito de agir: se colocar na beira do precipício pra sair mais forte do outro lado.

Gustavo a encarou, firme:

— Não, eu também não corro risco.

— Mesmo?

Ele percebeu de imediato a preocupação estampada no rosto dela. Ele também sabia que Leonardo e os outros, provavelmente, já tinham contado várias histórias dos velhos tempos para Luiza.

Naquela época, ele só pensava em tomar o controle o mais rápido possível. Só quando tivesse poder suficiente para enfrentar Joana de igual pra igual é que ele poderia trazer Luiza de volta para debaixo da própria asa. E, por isso, ele sempre aceitava pagar caro: ferir o inimigo e se ferir quase na mesma medida.

Agora, o cenário era outro.

Ele envolveu a mão pequena e quente dela entre os dedos e assentiu, sério:

— Lola, antes eu não tinha nada a perder. Agora é diferente. Você e a vovó precisam de mim.

Ele, por outro lado, se sentia um pouco deslocado. Quando já ia tirar a mão, ele sentiu algo bater bem de leve contra a própria palma. Quase nada, mas de um jeito que não dava pra confundir.

Luiza abriu um sorriso largo, radiante:

— Viu? A sua filha é esperta demais, entende tudo que eu falo!

Ele curvou os lábios num sorriso discreto e concordou:

— É um bebê inteligente.

Ele tinha prometido a ela que trataria aquela criança como se fosse sangue do próprio sangue. Então, para ele, aquela já era a filha dele.

Mas, no instante em que o olhar de Luiza se prendeu ao dele, ela não deixou passar a emoção rápida que brilhou nos olhos dele.

Ela não soube definir exatamente o que era, mas tinha certeza de que, se ele soubesse de toda a verdade, ficaria ainda mais feliz.

O susto daquele dia ainda estava entalado no peito dela. Ela decidiu que não ia mais “esperar o momento certo”. Era agora.

— Gustavo, ela é a sua filha de verdade. — Ela revelou, de uma vez.

Ela não sabia o que o minuto seguinte traria. Então, dali em diante, tudo o que ela queria era viver cada segundo de forma inteira.

Aquela frase pegou Gustavo completamente desprevenido. Por pouco ele não perdeu o sentido das palavras. Os dedos dele, que ainda repousavam na barriga dela, tremeram, e a voz veio tensa:

— Fala direito. Você tá dizendo que ela é minha filha de sangue, ou…

— Não tem “ou”. — Luiza aproximou ainda mais a mão dele da própria pele, colando a palma dele na curva da barriga, e falou com toda a seriedade. — Ela é sua filha biológica. De verdade. Sem dúvida nenhuma.

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