Ela e Gustavo, nas últimas vezes em que tinham se visto, tinham se encontrado apenas na empresa, sempre em reuniões, em ocasiões totalmente formais e profissionais.
Mas, na véspera da coletiva, ela ainda assim recebeu uma ligação de Gustavo.
Ela tinha acabado de sair do banho, e até a voz dela parecia ainda úmida:
— Alô.
— Acabou de sair do banho? — Lá embaixo, na rua, Gustavo se apoiava num poste de luz, com a cabeça erguida para a janela iluminada do quarto dela. A voz dele veio grave, arrastada. — E ainda não secou o cabelo, né?
Antes mesmo de ela responder, ele já tinha certeza.
Luiza não sabia em que momento ele tinha passado a conhecê-la tão bem. Ela esfregava o cabelo com a toalha enquanto murmurava, meio abafado:
— Ainda não.
— Então vai secar.
A voz dele atravessou o celular e caiu no ouvido dela ainda mais grave, ainda mais macia.
Luiza não estava com a menor vontade de ir. Ela respondeu só pra não alongar o assunto:
— Tá, eu vou secar o cabelo. Vou desligar.
— Não vai, não. — Do outro lado, cada palavra de Gustavo vinha carregada de uma autoridade que não deixava espaço pra discussão. — Seca, que eu fico ouvindo.
Com aquele contrato e a multa absurda pendurada sobre a cabeça, Luiza, mesmo achando aquilo um fetiche estranho, nem teve coragem de comentar. Ela jogou a toalha no sofá e foi até o banheiro pegar o secador.
Ela detestava secar o cabelo dentro do banheiro. Depois do banho, o ar ali ficava pesado, úmido demais. Ela sempre levava o secador pro quarto.
No passado, Gustavo tinha se acostumado tanto com essa mania dela que muitas vezes tinha sido ele mesmo quem secara o cabelo dela.
Pela sombra que passava diante do vidro da sacada, Gustavo percebeu de longe a má vontade dos movimentos dela.
A luz do poste batia direto no rosto firme e sério dele, mas, no meio daquele traço duro, aparecia um brilho de carinho escancarado.
Luiza tinha paciência com o mundo inteiro, menos com ele. Ela nunca gostava de seguir o que ele mandava, e ele é que tinha estragado ela assim. Aquela teimosia era um defeito que só ele tinha alimentado.
Na cabeça dela, ele nunca tinha sido igual aos outros.
Gustavo pensou nisso, e o sorriso no canto da boca dele se aprofundou, sem que ele percebesse. Ele segurou o celular contra o ouvido com os dedos longos e definidos e apressou:
— E aí, por que você ainda não ligou esse secador?
— Tá, tá, tá… — Luiza rendeu-se, sem paciência. — Eu vou ligar. Abaixa o volume do seu lado, senão depois é você que vai reclamar que eu tô fazendo barulho demais.
Gustavo e aquela mania esquisita de ficar ouvindo alguém secar o cabelo…
Gustavo deu uma risada baixa:
— Você tá nervosa?
— O quê?
Luiza reagiu no automático, mas, assim que a palavra saiu, ela própria entendeu.
Ele estava perguntando se ela estava nervosa por causa da coletiva do dia seguinte.
Luiza pensou por um instante e respondeu a verdade:
— Eu tô um pouco, sim. Mas fica tranquilo, eu não vou fazer o Grupo Marques nem você passarem vergonha…
— Vem até a janela.
Ela ainda não tinha terminado a frase quando Gustavo a interrompeu.
Ela parou por um segundo, levantou-se e caminhou até a janela. Quando ela baixou os olhos, viu a silhueta impecavelmente ereta sob o poste de luz.
Ele parecia ter acabado de sair de um compromisso. Ainda vestia o mesmo terno do expediente, mas dois botões da camisa já estavam abertos no colarinho, a gravata tinha sumido, e as mangas estavam dobradas de qualquer jeito, deixando à mostra o antebraço magro e forte.
Antes que ela dissesse qualquer coisa, ele ergueu o rosto, como se os olhares dos dois se encontrassem no ar, e falou sem pressa:
— Do que é que você tá nervosa? Aconteça o que acontecer, eu tô aqui pra segurar a queda pra você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...
787 é o último capítulo mesmo?...
Como pode um marido com Esse Ethan? E Gustavo tá é apaixonado por ela né? não tem nada de irmãzinha aí ciumento que só ele......
Agora começou tudo de novo. Aff. Episódios que demoram pra sair....