No dia seguinte, quando Nina acordou com o próprio relógio biológico, o lado de fora da janela ainda estava tomado por uma névoa espessa.
Depois de se arrumar no banheiro, Nina desceu para tomar café da manhã. A empregada, já acostumada com a rotina dela, colocou uma xícara de café preto à direita, com todo cuidado para não fazer barulho.
Virgínia entregou uma pasta de documentos para ela e permaneceu ao lado, fazendo o relatório do dia.
— A responsável pelo projeto da fundação de caridade lá em Cidade B marcou para depois de amanhã às dez da manhã. Eu já mandei o endereço para o seu celular.
— Está bem. — Nina abaixou os olhos para ler os papéis. — E o pessoal do grupo?
— Aqueles hotéis que estão no nome da senhora Patrícia querem negociar uma parceria para um baile anual de gala beneficente. Eu marquei para depois de amanhã às dez e meia da manhã.
Nina assentiu com a cabeça e tamborilou os dedos, em silêncio, na borda do documento. Em seguida, fechou a pasta e a devolveu para Virgínia.
Íris veio do hall do elevador apoiada na bengala. Agora ela já estava, aos poucos, deixando de depender da cadeira de rodas.
Ela se sentou à mesa e, ao ver que Nina já tinha largado os talheres, não conteve a preocupação:
— Você já terminou de comer?
— Já estou bem satisfeita. — Nina deu um sorriso leve, sem jeito. Ao mesmo tempo, fez um gesto para Virgínia ir esperar por ela no carro e explicou. — Mãe, amanhã eu volto para Cidade B. A fundação tem um projeto para eu acompanhar de perto, e aproveito para ver a vovó.
Os dois mais velhos da família Frota, no fim das contas, preferiam viver na casa antiga. Algumas semanas antes, Nina já tinha mandado pessoas levá-los de volta para lá.
— Está certo. — Íris pegou o copo de leite das mãos da empregada. — Sua avó comentou de você esses dias, disse que fazia tempo que você não aparecia.
— Assim que eu terminar o que preciso resolver, eu volto. — Nina olhou o relógio e se levantou. — Eu já vou indo.
— Espera. — Íris a chamou.
Nina parou e virou o rosto.
— Dessa vez que você for, o pessoal da família Williams… não vai bater na sua porta de novo?
— Não vai. — A voz de Nina saiu tranquila. — Eu já conversei claramente com o Asher. Eles não vão mais me procurar.
Íris ficou olhando para ela, como se quisesse dizer algo mais, mas acabou engolindo as palavras:
— Certo. O importante é você saber o que está fazendo. Só tome cuidado na estrada.
O jantar tinha sido todo preparado com os pratos preferidos dela. A mesa estava cheia de comidas de inspiração italiana, e Patrícia não parava de colocar comida no prato da neta.
Nina já estava acostumada, então não recusou.
No meio da refeição, Patrícia largou o pegador e encarou a neta, como se estivesse escolhendo as palavras. Depois de hesitar um instante, falou:
— Nina, tem uma coisa que eu pensei bem e achei melhor comentar com você.
Nina também pousou os talheres:
— Vovó, pode falar.
— Você sabe o que o pessoal da família Williams anda comentando por aí?
O cenho de Nina se moveu ligeiramente:
— Eu não fiquei sabendo de nada.
— O Soren anda dizendo por aí que vocês só tiveram um desentendimento e que, quando o período de reflexão acabar, vocês vão se acertar de novo. — A expressão de Patrícia escureceu. — Isso já chegou aqui em Cidade B. Quando eu ouvi, não consegui engolir calada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...
787 é o último capítulo mesmo?...
Como pode um marido com Esse Ethan? E Gustavo tá é apaixonado por ela né? não tem nada de irmãzinha aí ciumento que só ele......
Agora começou tudo de novo. Aff. Episódios que demoram pra sair....