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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 393

Assim que aquelas palavras ecoaram pelo auditório, o ambiente inteiro pareceu estremecer. Todo mundo, por reflexo, virou o rosto para a porta, e Luiza, num único olhar, reconheceu Gabriela.

Gabriela tentou entrar à força, ignorando os seguranças que a barravam. Luiza observou tudo de longe, com o olhar gelado, e só depois que ela fez um sinal discreto para o chefe da segurança é que Gabriela pôde, de fato, atravessar a barreira e se aproximar.

Gustavo, ao ver o jeito inflamado com que Gabriela avançava, lançou um olhar de soslaio para a mulher ao seu lado, que continuava absolutamente calma:

— Você já esperava por isso?

— Eu me preparei faz tempo. — Luiza não escondeu nada.

Ela apenas acompanhou, com os olhos, os passos de Gabriela, cada vez mais rápidos, quase correndo até a frente do palco, antes de perguntar, num tom frio:

— Gabriela, você fica repetindo que eu falsifiquei dados e que o Grupo Marques fez propaganda enganosa. E as provas?

— Provas é o que não me falta! — Gabriela respondeu, com a voz cortante. Ela ergueu o maço de papéis que carregava e começou a distribuí-lo para quem estava mais perto. — Olhem bem. Esses são os dados reais do remédio “milagroso” contra o câncer que eles vivem vendendo como se não tivesse efeito colateral nenhum. Na fase de testes clínicos, o desempenho foi esse aqui. Na prática, não tem diferença nenhuma pros quimioterápicos comuns que já existem no mercado! Mas o preço, esse sim, eles multiplicaram várias e várias vezes. Isso é ganhar dinheiro em cima do sofrimento dos pacientes!

Ela falou rangendo os dentes, com uma expressão de ódio justo, como se estivesse denunciando um crime imperdoável.

Quando as pessoas começaram a entender o que estava escrito nas tabelas, o choque foi geral.

— Que absurdo é esse? Esses números não batem em nada com o que o Grupo Marques anunciou.

— Um grupo do tamanho do Grupo Marques não ia se arriscar a destruir o próprio nome por causa de lucro de curto prazo… Ia?

— Sei lá. Vai que alguém lá em cima pirou de ganância…

Os comentários, em tons cada vez mais baixos, acabaram chegando, de um jeito ou de outro, aos ouvidos de Luiza. E o homem ao lado dela, muito provavelmente, tinha escutado cada vírgula.

Luiza, no entanto, continuou focada em Gabriela:

— Certo. Você trouxe papel. Agora, e testemunha?

— Quer testemunha também? — Gabriela soltou uma risada curta. — Pra fazer um negócio sujo desse, é ilusão achar que ninguém ia se revoltar. Dentro do seu próprio time de pesquisa já tinha gente que não aguentava mais engolir isso calado.

Depois de falar, ela virou o rosto na direção em que estavam os membros da equipe do projeto do Grupo Marques.

Bastou um relance para que Luiza, em meio àquele clima pesado, soltasse uma risada breve. Ela ergueu o rosto para Gabriela e perguntou:

— Esses dados você conseguiu onde?

Gabriela não deixou que ela tomasse a condução da conversa tão facilmente:

— Primeiro responde: você admite ou não admite?

Luiza deixou os papéis caírem sobre a mesa e respondeu, seca:

— Não é coisa minha, eu não reconheço.

— Na beira do precipício e ainda dura na queda! — Gabriela abriu um sorriso de vitória e levantou a voz, cravando a acusação. — Esses dados saíram dos testes clínicos feitos com o remédio que você mesma desenvolveu. Você ainda vai negar?

— Como é que é? — O sorriso de Luiza diminuiu, e ela captou, sem esforço, a contradição escondida na fala da outra. Ela devolveu, leve, mas certeira. — Se fui eu que desenvolvi o remédio, como é que ele foi parar na sua mão? E não diz que eu não avisei: roubo de segredo comercial dá pena pesada.

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