No dia seguinte, Luiza se levantou, se arrumou e já se preparou para fazer a alta do hospital.
Só que, quando ela abriu a porta do quarto, Edson já estava parado bem na entrada.
Talvez por não estar trabalhando, ele vestia uma roupa mais casual. Ele falou com a educação de sempre:
— Eu voltei para Cidade B ontem à noite. A minha mãe pediu para eu vir te buscar. A alta já está resolvida, você não precisa se preocupar com isso. Se você não tiver muita coisa para levar, a gente já pode ir direto.
Quem deveria ter ido era a Nina, mas Nina tinha recebido, em cima da hora, a ordem de ir a uma reunião numa cidade vizinha e só conseguiria voltar no dia seguinte.
Luiza se surpreendeu por um instante e deu um leve sorriso:
— Então vamos.
Para que a saída do hospital fosse mais tranquila, ela já tinha deixado todas as roupas que tinha trazido para Cidade B com Íris, que tinha levado tudo no dia anterior para a casa da família Frota.
No caminho para a casa da família Frota, Edson puxou assunto sobre o acidente:
— Eu liguei hoje cedo para saber. O cara que causou o acidente está quase abrindo a boca para contar a verdade. Você não precisa ficar tão preocupada.
Luiza realmente não esperava que a família Frota levasse tão a sério os problemas dela. Aquela atenção parecia dissipar, aos poucos, uma parte da escuridão que ela carregava no peito.
Ela deixou que um sorriso suave aparecesse nos olhos e na voz:
— Tá bom, obrigada, Sr. Edson.
Edson dirigia, e, de relance, ele olhou para a garota que era uns oito, nove anos mais nova do que ele. Nos olhos, sempre tão reservados, surgiu um brilho mais quente:
— Como é que você costuma chamar aquele traste do Cauã?
Luiza não entendeu direito a intenção por trás da pergunta e respondeu honestamente:
— Eu chamo ele de Cauã.
Os amigos de Gustavo eram todos bem mais velhos do que ela, mas, como se encontravam com frequência e tinham intimidade, todo mundo se chamava direto pelo nome.
— Então, daqui pra frente pode me chamar de Edson. — Ele sorriu, em tom leve. — Todo mundo me chama de senhor Edson, mas, quando é você, isso acaba criando uma distância à toa.
Luiza deu uma risadinha. Ela pensou que já tinha convivido o suficiente com ele para isso e não fez cerimônia:
— Tudo bem.
Enquanto eles conversavam, o carro entrou devagar pelo portão da mansão da família Frota.
Depois que Edson estacionou, Luiza o acompanhou até a sala de visitas. Íris ainda estava orientando os empregados sobre o que preparar de comida para agradar o paladar dela.
Quando Íris ouviu o barulho, ela se virou. Assim que ela viu Luiza, ela sorriu:
— Por que você chegou tão cedo? Eu ainda falei para o Edson não atrapalhar o seu sono.
Só então Luiza entendeu por que, quando ela saiu do quarto, Edson já estava esperando do lado de fora: ele não tinha batido na porta justamente para não acordá‑la.
Edson ergueu uma sobrancelha e olhou para Luiza:
— Entendeu agora? A minha mãe está louca para te adotar como filha.
Aquilo, claro, era brincadeira.
Mas, desde que eles tinham começado a conviver com Luiza, toda a família percebia que o ânimo de Íris tinha melhorado muito em relação a antes.
Luiza se sentiu um pouco sem jeito com tanto carinho:
— Eu tenho costume de acordar cedo. Quando dá o horário, eu acordo sozinha.
Luiza não sabia de onde vinha tanta hostilidade, porém ainda assim ela conteve o impulso de retrucar e disse, calma:
— Amanda, se você está desconfortável, eu posso ir embora agora.
Viver de favor na casa dos outros significava, inevitavelmente, ter que engolir o humor alheio. Para ela, aquilo já era quase uma lei da vida.
Amanda não esperava que ela cedesse tão fácil, e isso só fez com que ela quisesse provocar mais. Ela falou, autoritária:
— E você vai sair como? Vai correr para a minha mãe, fazer drama, chorar um pouco e ir embora?
Pela idade, Amanda era mais velha que Luiza.
Mesmo assim, Luiza via nela uma coisa que ela mesma nunca tinha tido: a segurança de quem sabia que, acontecesse o que fosse, sempre teria alguém para defendê‑la.
Aquele jeito despachado, mimado, enchia Luiza de uma certa inveja silenciosa.
Por isso, ela não se irritou. Ela respondeu apenas, num tom neutro:
— Íris é sua mãe. Se eu fosse correr para ela para falar mal de você, eu teria que estar com a cabeça muito ruim.
— Ainda bem que você sabe se colocar. — Amanda lançou um olhar duro para ela. — Essa casa é minha. É melhor você manter uma certa distância e não aparecer mais por aqui.
Ela simplesmente não ia com a cara de Luiza. De manhã, ela ainda tinha feito questão de procurar na internet as fotos da coletiva do Gustavo, e, depois de ver, a implicância dela só tinha aumentado.
Luiza sentada ao lado de Gustavo parecia combinar com ele. Combinava tanto que chegava a incomodar.
Amanda não engolia aquilo. Como é que uma órfã, sem um centavo, tinha direito de estar tão perto dele?
Luiza franziu levemente a testa e estava prestes a responder, quando a voz irritada de Edson ecoou do corredor:
— Se você realmente soubesse qual é o seu lugar, já teria entendido que quem menos manda nesta casa é uma filha adotiva.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...
787 é o último capítulo mesmo?...
Como pode um marido com Esse Ethan? E Gustavo tá é apaixonado por ela né? não tem nada de irmãzinha aí ciumento que só ele......
Agora começou tudo de novo. Aff. Episódios que demoram pra sair....