De vez em quando, alguns médicos e enfermeiros passavam pelo corredor. Eles percebiam a tensão cortante entre os dois, mas ninguém tinha coragem de perguntar nada; todo mundo desviava, pisando em ovos.
Ethan ergueu a mão e ajeitou a pulseira do relógio. O pouco de suavidade que ainda restava no rosto dele desapareceu. A expressão dele ficou fria, com um toque de deboche:
— Eu já falei que eu não sei de nada. Gustavo, depois de tantos anos de “amizade”, eu também tenho um conselho pra te dar.
Ethan curvou os lábios num meio‑sorriso e enfrentou, sem recuar, o olhar afiado de Gustavo:
— Enquanto não chega o fim do jogo, ninguém sabe quem sai ganhando.
Ele se inclinou pra frente, aproximando o rosto do outro, e cravou, sílaba por sílaba, em tom de provocação:
— Seja a minha ex‑mulher, seja o meu filho… Eu vou tomar de volta.
Pá!
Mal as palavras tinham caído, o punho de Gustavo acertou em cheio o osso da maçã do rosto dele.
Ethan ainda conseguiu firmar as pernas e ia revidar, mas Gustavo já tinha previsto o contra‑ataque. Ele girou o corpo, travou o movimento do outro e o empurrou com força contra a parede, prendendo o braço dele com brutalidade.
A diferença entre os dois, quando o assunto era briga, ainda era gritante.
Gustavo encarou de perto aquele homem com quem ele praticamente tinha crescido e, de repente, ele riu:
— Me diz uma coisa: como é que eu nunca percebi antes que você era um sujeito tão baixo?
— Sou mesmo. — Ethan não tentou mais se soltar. Ele deixou o corpo escorregar levemente contra a parede, rindo de si mesmo com ironia. — Eu sou o canalha, e você não. Você sabia muito bem que eu ainda não tinha me divorciado dela e mesmo assim se mudou pro apartamento em frente ao dela. Qual era a sua intenção, exatamente?
Ele tinha confiado demais em Gustavo. Tinha até pedido que ele cuidasse bem de Luiza.
No fim, ele tinha só empurrado o cordeiro direto pra boca do lobo.
— Ethan.
Do outro lado do corredor, uma voz calma e suave interrompeu o confronto.
Luiza estava parada ali, usando um suéter de lã macio. A voz dela era baixa, mas firme:
— Se alguém tiver que ser responsabilizado por isso, pode jogar a culpa em você. Ou em mim. Em qualquer um dos dois. Só não nele. Desde o começo, você sabia muito bem o que queria com aquele casamento. Só que, no meio do caminho, algumas coisas saíram do controle, e não foi do jeito que você planejou.
A voz de Luiza soava delicada, mas as palavras não tiveram nenhuma piedade ao arrancar a última capa que ainda cobria a verdade:
— E eu também não tenho nada de inocente nisso. Eu também consegui o que eu queria.
Ele precisava de uma esposa comportada, que não se metesse na vida pessoal dele.
E ela precisava sair debaixo da asa da família Marques, conquistar pelo menos uma fresta de liberdade.
Os dois tinham conseguido o que buscavam.
O problema é que Ethan tinha confundido a pessoa. E, nesse erro de cálculo, ele acabou afundando o próprio barco.
Ele se pegou pensando se, em algum momento do passado, ele e Luiza tinham vivido algo assim.
As lembranças começaram a revirar na cabeça dele, uma atrás da outra. Demorou um bom tempo até que ele se desse conta, com um baque seco no peito, de que ele nunca tinha segurado a mão dela daquele jeito.
Nenhuma vez.
Os cílios dele tremeram e baixaram, num gesto derrotado. As palavras de Luiza, ainda agora, continuavam ecoando dentro da cabeça dele, rodando sem parar.
Ela tinha defendido Gustavo daquele jeito.
E ele… Não encontrava nenhuma forma real de rebater o que ela tinha dito.
Lá na frente, a porta do quarto se fechou com um ruído abafado. Ethan, então, endireitou o corpo com movimentos quase mecânicos, caminhou até o elevador como um boneco sem vida e apertou o botão, descendo.
Do lado de fora do hospital, as luzes da cidade já tinham se acendido. Ainda não era inverno, mas, quando o vento bateu, Ethan sentiu o frio entrar pelas frestas dos ossos.
Foi a primeira vez que um pensamento absurdo subiu, claro, na cabeça dele: por que o tempo não podia voltar atrás?
Se pudesse, ele trataria Luiza como ela merecia. Ele passaria a vida inteira, do começo ao fim, amando só ela.
Ele chegou até o carro, abriu a porta e, no exato momento em que se sentou no banco do motorista, o celular tocou.
Ethan fechou a porta, atendeu a ligação com o rosto carregado:
— Você não tem medo que eu jogue tudo isso no colo da família Frota? Onde é que você tá agora? Me entrega esse antídoto imediatamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...