Lilian também tinha reclamado do fato de Cauã ter ido bater justamente no apartamento da frente.
No meio do desabafo, um cliente ligou. Lilian ainda nem tinha xingado o suficiente e já foi obrigada a interromper, trocar de roupa às pressas e sair pra virar escrava do próprio trabalho.
Gustavo riu baixo:
— E aí, como é que faz?
Luiza respondeu:
— Eu mesma vou secar o cabelo.
Ela falou, mas não se mexeu. Ela realmente detestava secar o cabelo.
Ela pensou que, se existisse um aparelho que secasse o cabelo sozinho, ela seria a primeira a comprar.
O tempo já tinha esfriado bastante, e uma bobeada podia render um bom resfriado. Gustavo insistiu:
— Vai logo.
Ao longo dos anos, à primeira vista ela tinha mudado um bocado, mas alguns hábitos continuavam exatamente os mesmos. O mais típico era esse: se ela pudesse escapar do secador, ela escapava.
Quando ela era pequena e ele pegava no pé, a Luiza, que ainda não tinha nem dez anos, fazia biquinho e reclamava com a maior razão do mundo:
— Por que você tá me apressando? Por que você mesmo não seca pra mim?
Ela já naquela época era mimada por ele.
Naquele tempo, Gustavo ainda tentava ensinar que cada um tinha que dar conta das próprias coisas:
— O cabelo é seu. Quem tem que secar é você.
— Se o cabelo é meu, por que é que você manda nele?
Luiza tinha uma lógica própria que deixava Gustavo sem resposta.
No fim, ele se rendeu e começou a secar o cabelo dela.
E, uma vez aberta essa porteira, não teve mais volta. Depois disso, toda vez que ela lavava a cabeça e ele estava em casa, Luiza aparecia no escritório abraçada ao secador, olhando pra ele com um ar obediente:
— Irmão, irmão, seca meu cabelo pra mim?
Aquela pestinha já tinha entendido direitinho que a maior fraqueza de Gustavo era o jeito manhoso dela.
Naquela época, Joana mandava em tudo. Para vingar a morte dos pais, ele precisou se esconder, engolir a própria sede de justiça. E, antes de qualquer coisa, ele precisou garantir que Luiza continuasse viva. Mandar ela de volta pra casa de Joana tinha sido a única opção que parecia minimamente segura.
Gustavo tinha encontrado o ponto fraco de alguns empregados da casa de Joana e, com isso, tinha pressionado até que eles entendessem o recado: desde que não fosse a própria Joana a bater em Luiza, os empregados não ousavam pegar pesado.
De repente, Luiza se lembrou de que, sempre que ela apanhava a ponto de mal conseguir se mexer, ela acordava no dia seguinte com um potinho de pomada especial já pronto na cabeceira.
Ela sentiu uma fisgada no peito, foi até a janela e a abriu. Ela deixou o vento frio do fim de outono entrar. Só então aquela sensação de aperto no peito pareceu afrouxar um pouco:
— Então… Daquelas vezes em que eu ficava toda machucada, era você que mandava a pomada?
Gustavo respondeu:
— Sim… E não.
Ele tinha vontade, muita. Mas não tinha coragem de aparecer. Naquele momento, se algum capanga de Joana o visse entrando e saindo do quarto de Luiza, tudo iria por água abaixo.
— Mas você tinha vontade, né? — Luiza perguntou sem rodeios. Sem esperar resposta, ela foi em frente, com a voz clara, desmontando o que ele ainda tentava esconder. — Irmão, você queria me trazer a pomada pessoalmente. Se não fosse com medo de me colocar em risco, você ainda ia passar o remédio com a própria mão.
Ela parecia perguntar, mas, no fundo, ela apenas enunciava um fato.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...