Ela tinha certeza de que ele ainda se importava com a própria dignidade. Caso contrário, ele não teria parado naqueles beijos rápidos.
Mas ela também sabia que não podia continuar testando a paciência dele.
— Se… Se eu te chamar de irmão mais uma vez, resolve, né?
Afinal, ele já tinha, uma vez, a beijado longamente mesmo com apenas uma porta fina separando os dois de outras pessoas.
Gustavo assentiu:
— Hum.
Luiza viu que a melhor estratégia era fugir pela tangente. Ela disparou, sem colocar nenhuma emoção na voz:
— Irmão.
Soou exageradamente displicente.
— Gustavo?
A porta do lavabo foi levemente golpeada, e a voz cheia de segundas intenções de Cauã atravessou a madeira:
— Você tá demorando demais pra lavar essa mão aí. Já tá quase na hora de servir o jantar.
Luiza quis enfiar a cara num buraco. Ela lançou para Gustavo um olhar furioso, tomada por uma vergonha que vinha junto com raiva, e tentou se soltar.
— Já vou. — Gustavo respondeu num tom solto, sem pressa nenhuma, mas continuou sem dar espaço para ela ir embora. Ele manteve o olhar firme nela. — Se não vier do coração, não vale.
Ao imaginar os dois lá fora esperando por eles, Luiza entrou em pânico:
— Irmão! Irmão! Pronto, satisfeito?
Aí sim. O tom, o ritmo, a impaciência: era exatamente igual ao jeito como ela chamava por ele quando era pequena.
Antes, ela adorava usar o nome dele direto. Só quando ele insistia, corrigindo, é que ela, contrariada, soltava uns “irmão” de má vontade.
Havia também as vezes em que ela precisava pedir algo pra ele. Nessas ocasiões, ela se enroscava toda nele, manhosa, chamando de um jeito doce, quase pedindo desculpas antecipadas.
Gustavo finalmente largou a cintura dela, satisfeito, e Luiza, assim que se viu livre, escapou porta afora.
Por sorte, dessa vez Gustavo tinha de fato levado em conta que havia gente do lado de fora. Ele não passou dos beijos, e, como tinha sido tudo rápido, nem chegou a estragar a maquiagem dela.
Cauã não estava esperando no corredor. Ele já tinha ido com Manuela para a sala de jantar.
Uma funcionária percebeu quando Luiza apareceu:
— Luiza, eu te acompanho até a sala de jantar.
— Tá bom.
Luiza fez um leve aceno com a cabeça.
Ela já tinha estado no Solar do Lago antes, mas sempre em visitas rápidas, indo e vindo às pressas. Ela não conhecia a casa tão bem assim.
No fundo, Gustavo era um homem apegado às pessoas. Quem trabalhava bem pra ele e não pisava em questões de princípio raramente era substituído.
Pelo que ela viu na mesa, ela percebeu na hora que o chef continuava o mesmo, e isso a deixou à vontade.
Quando ela tinha acabado de chegar na vida de Gustavo, ela não fazia muita cerimônia com comida. Ela comia de tudo.
Com o tempo, sendo tão mimada e atendida em cada detalhe, ela foi desenvolvendo suas manias, até entender exatamente do que gostava e do que não gostava. O chef, então, passou a adaptar o cardápio inteiro ao paladar dela.
Demorou um bom tempo até que Gustavo, com a calma que só ele tinha, aparecesse finalmente na sala de jantar. Ele puxou a cadeira do lado oposto ao dela e se sentou com naturalidade:
— Comam devagar. Quando você terminar, eu te levo de volta.
Ele parecia perfeitamente atencioso, cavalheiro, completamente diferente do homem que, minutos antes, a tinha cercado no lavabo e se recusava a soltá-la.
Luiza tinha vindo de carro por aplicativo. Ela estava prestes a responder quando ouviu Manuela se adiantar:
— Não precisa te dar ao trabalho, não. A Luiza vai ficar aqui comigo uns dias, pra me fazer companhia.
Cauã viu a expressão de “ah, entendi” tomando conta do rosto de Gustavo e, por dentro, xingou em silêncio. Aquele velho raposo sabia disfarçar como ninguém.
Gustavo apenas assentiu, pensativo:
— Tudo bem.
— Mesmo assim você vai ter que me levar em casa. — Luiza refletiu por um momento. — Eu preciso pegar umas coisas: itens de higiene, umas roupas. E você tá morando no Condomínio Bela Vista, então é caminho. Você só precisa me levar até lá, depois eu pego um carro por aplicativo pra voltar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
O valor das moedas por capítulo, chega a ser uma piada de mal gosto. Nem comprando um livro físico seria tão caro assim, por atualizações....
Amando o livro, tomara que atualizem logo....
Achei muito rápido e sem graça quando a Luiza revelou a paternidade, nem tivemos a reação do Gustavo direito e já cortou pra 3 capítulos da Gabriela ZzZzzZ... Sem falar nas cenas de ação do sequestro super mal escritas, mal deu pra entender realmente como ela se livrou do capanga e como o Gustavo já conseguiu subir e encontrar com ela. Muito confuso, tanto capítulo e nada de escrever direito a história, se eu não fosse tão curiosa já teria desistido....
Alguém mais não consegue de jeito nenhum comprar moedas? Estou umas 3h tentando, vários bancos diferente e cartões e bandeira etc e não aceita...
Estou emocionadaaa!! Ate que em fim ela contou a verdade. Ansiosa para o proximo capitulo....
Dropei. Tempo perdido....
Está extremamente cansativa, parece que nenhum deles tem o mínimo de maturidade, como podem adultos agirem como criança? Todos são ingênuos demais, enrolação demais, faz vários capítulos queestou com vontade de dropar, só ainda não dropei porque não gosto de ler pela metade, mas esse eu não sei se vou conseguir ler tudo, cansativo....
Pq não libera uma quantidade maior de capítulo...
Quanta enrolação! Está ficando muito cansativa a história, sempre a mesma coisa. Parece até um labirinto repetitivo e que acaba ficando tedioso...
Prefiro nem ler mais. Vou imaginar um final ótimo para todos os personagens e é isso. A história é boa, mas não muda o disco. Acabou ficando chata e repetitiva....