Nina sempre soube exatamente que tipo de homem ela precisava ter ao lado pro resto da vida: alguém com família à altura, cabeça no lugar e capaz de manter com ela uma convivência respeitosa, limpa, sem dramas desnecessários.
E foi justamente nesse segundo ponto que Soren falhou.
Quanto ao que realmente existia entre ele e Cláudia, Nina nunca teve muita clareza — e, sinceramente, ela também nunca teve vontade de gastar energia pra descobrir.
A política já deixava ela exausta o bastante. Na vida pessoal, ela só queria coisas simples, diretas, sem ruídos.
Ela não ia ser imprudente a ponto de criar escândalos, e a exigência dela em relação ao marido era a mesma. Os dois precisavam, juntos, sustentar aquele casamento de interesses mútuos e manter as aparências. O que cada um fazia em particular, ela tinha deixado claro, antes da cerimônia, que não pretendia vigiar de lupa.
Mas a relação entre Soren e Cláudia começou a soar perigosa demais.
Desde cedo, Nina encarava a própria vida como um prédio em construção. E ela não admitia um único milímetro de erro na obra.
Se ela percebesse qualquer rachadura se formando, a reação dela seria sempre a mesma: cortar o problema pela raiz, com a cabeça fria. Mesmo que o problema fosse… O casamento dela.
Por isso, embora os dois ainda não tivessem ido buscar oficialmente o divórcio, a notícia da separação ela já tinha deixado vazar fazia tempo.
Qualquer escândalo que Soren criasse, dali em diante, não teria mais nada a ver com ela. E, mais importante ainda, não teria nada a ver com a família Frota.
O avô tinha depositado nela toda a esperança desde que ela era criança. Ela sabia melhor do que ninguém o peso que carregava nos ombros. Ela só se permitia construir e fortalecer a família Frota — jamais arrastá-la pro buraco com um passo em falso.
Pelo retrovisor interno do carro, Virgínia lançou um olhar cuidadoso e arriscou:
— Nina, sobre o divórcio com o Soren… Você pensou bem mesmo? Se ainda existe algum sentimento, vocês podiam tentar conversar com calma primeiro…
Os pais de Virgínia trabalhavam na casa da família Frota. Ela e Nina tinham crescido juntas e, depois da faculdade, ela passou a seguir Nina como assistente.
Ela sabia que Nina sempre colocava a família Frota acima de tudo. Mas, do fundo do coração, ela queria que Nina pensasse nela mesma, pelo menos um pouco.
Às vezes, Virgínia tinha certeza de que Nina não era totalmente indiferente a Soren.
Ninguém era uma máquina sem sentimentos.
Ao ouvir aquilo, o rosto de Nina não mudou em nada:
— Virgínia, conversar não muda nada quando a pessoa do outro lado não tem a cabeça no lugar.
Quanto a existir ou não afeto, ela nem tinha parado pra analisar.
Talvez, em alguns instantes muito rápidos, ela já tivesse sentido alguma coisa. Mas, à medida que Cláudia começou a aparecer com mais frequência na vida dos dois, Nina só se convenceu ainda mais de que Soren não raciocinava direito.
E alguém que não pensa direito não serve como parceiro de vida. Com ou sem sentimento da parte dela, o resultado continuaria sendo o mesmo.
Virgínia piscou, um pouco sem jeito:
— Também acho.
Soren protegia demais aquela Cláudia. O que acontecia entre os dois longe dos olhares alheios já seria bastante; só que ele ainda tinha a ousadia de deixar uma mulher daquele nível surgir, vez após vez, na frente de Nina — a esposa oficial, com todos os direitos.
Talvez por estar com a cabeça ocupada demais com a ideia de voltar pra casa e arrancar a verdade da boca daquela empregada, Nina não fechou os olhos nem por um minuto ao longo das mais de duas horas de estrada.
Ela sentia, cada vez mais nítido, que estava perto de descobrir onde Jennifer tinha ido parar.
Quando o carro chegou ao cartório, Virgínia conferiu o horário e olhou pra fora, através do vidro:
— Nina, deu exatamente três horas. Eu desço primeiro pra ver se o Soren já chegou.
— Não precisa. — Nina soltou o cinto e respondeu num tom neutro. — Me passa a pasta com os documentos. Eu mesma vou.
Ela só queria se livrar o mais rápido possível daquele casamento pronto pra explodir a qualquer momento, pra poder voltar pra casa e resolver o que realmente importava.
Virgínia entregou a pasta às pressas:
— Tá tudo aqui.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
O valor das moedas por capítulo, chega a ser uma piada de mal gosto. Nem comprando um livro físico seria tão caro assim, por atualizações....
Amando o livro, tomara que atualizem logo....
Achei muito rápido e sem graça quando a Luiza revelou a paternidade, nem tivemos a reação do Gustavo direito e já cortou pra 3 capítulos da Gabriela ZzZzzZ... Sem falar nas cenas de ação do sequestro super mal escritas, mal deu pra entender realmente como ela se livrou do capanga e como o Gustavo já conseguiu subir e encontrar com ela. Muito confuso, tanto capítulo e nada de escrever direito a história, se eu não fosse tão curiosa já teria desistido....
Alguém mais não consegue de jeito nenhum comprar moedas? Estou umas 3h tentando, vários bancos diferente e cartões e bandeira etc e não aceita...
Estou emocionadaaa!! Ate que em fim ela contou a verdade. Ansiosa para o proximo capitulo....
Dropei. Tempo perdido....
Está extremamente cansativa, parece que nenhum deles tem o mínimo de maturidade, como podem adultos agirem como criança? Todos são ingênuos demais, enrolação demais, faz vários capítulos queestou com vontade de dropar, só ainda não dropei porque não gosto de ler pela metade, mas esse eu não sei se vou conseguir ler tudo, cansativo....
Pq não libera uma quantidade maior de capítulo...
Quanta enrolação! Está ficando muito cansativa a história, sempre a mesma coisa. Parece até um labirinto repetitivo e que acaba ficando tedioso...
Prefiro nem ler mais. Vou imaginar um final ótimo para todos os personagens e é isso. A história é boa, mas não muda o disco. Acabou ficando chata e repetitiva....