As palavras dele deixaram o olhar de Nina, do outro lado da linha, completamente gelado.
Em qualquer assunto que envolvesse Cláudia, o primeiro impulso de Soren sempre era desconfiar dos outros. Aquilo, sim, era o padrão dele.
Ele confiava na secretária muito mais do que confiava na própria esposa.
Nina não sentiu a menor vontade de discutir. Ela só foi direto ao ponto:
— Então me responde: agora você tem tempo pra vir pegar o divórcio ou não?
Ela parecia ter uma urgência especial em pôr as mãos naquele papel.
Soren franziu a testa:
— Tá com tanta pressa pra pegar o divórcio assim porque já tem outro casamento arranjado na fila?
A frase saiu ácida, cruel, destoando completamente do jeito de Soren de costume.
No instante em que ele falou, até ele se espantou um pouco com o que tinha acabado de dizer.
Talvez porque Nina fosse calma demais. Noivado, casamento, tudo que aconteceu depois — mesmo quando Cláudia deixava escapar atitudes que deixavam muito clara uma intimidade fora do normal entre os dois — Nina continuava imperturbável.
Agora, até na hora de se divorciar, ela mantinha a mesma serenidade, a um ponto que tirava Soren do sério. Ele, quase sem perceber, queria cutucar, ver se arrancava alguma reação dela.
Ele simplesmente não conseguia entender por que ela insistia tanto na separação. O casamento deles, no geral, não tinha sido ruim; eles quase nunca tinham brigado de verdade.
Só que, ao contrário do que ele esperava, Nina riu baixo quando ouviu a provocação:
— Eu não tenho o hábito de ficar de gracinha com outra pessoa enquanto ainda tô dentro de um casamento.
Soren sentiu um alívio estranho no peito, e, ao mesmo tempo, ele teve a sensação de que aquela fala carregava um recado bem claro.
Ele estava prestes a responder quando Cláudia se aproximou pra apressá‑lo.
Quando ele conseguiu se recompor e decidiu que iria explicar tudo com calma pra Nina, a ligação já tinha sido encerrada.
Nina parecia ter uma resistência especial a tudo que dizia respeito a Cláudia.
Antes de voltar pra sala de reunião, Soren lançou um olhar pra Cláudia, que vinha um passo atrás dele, e perguntou:
— Por que você marcou com a Virgínia três horas da tarde no cartório? Eu não falei ontem pra você cancelar?
Ele jamais tinha achado que aquele casamento estivesse realmente no fim. Na cabeça dele, bastava deixar o tempo passar que Nina ia desistir da ideia.
Cláudia congelou por um momento, surpresa. Ela pegou o próprio celular, começou a vasculhar as conversas e murmurou, num tom de inocência:
— Não é possível… Eu tenho certeza de que expliquei tudo direitinho pra Virgínia…
Os olhos de Soren se estreitaram. Ele foi direto ao que importava:
— Ontem à noite você não ligou pra pedir desculpa pra Nina?
— Eu… — Por um segundo, um traço de culpa relampejou no olhar de Cláudia, mas a voz dela saiu firme. — Eu liguei, sim. Só que a Nina, pelo visto, não gosta de mim. Ela nem atendeu. Aí eu tive que falar com a Virgínia. Como é que eu ia imaginar que ela ia entender errado…
…
Depois de desligar, Nina levou só alguns segundos pra colocar as emoções no lugar. Em seguida, ela entrou na sala, explicou a situação brevemente ao funcionário do cartório e saiu apressada.
Logo depois, ela pegou o caminho direto para a casa da família Frota.
A empregada que tinha trocado o material do exame de DNA estava há dois dias praticamente trancada no alojamento dos funcionários.
— Eu não tenho o mesmo nível de escrúpulos do meu avô. Também não sou muito adepta dessa história de “não envolver a família”.
Ela pronunciou cada palavra com clareza:
— Desde que isso me leve até a minha irmã, o que for preciso fazer — seja certo ou errado — eu vou fazer.
O subtexto foi tão direto que as pernas da empregada cederam, e ela despencou na cadeira. Ela agarrou o braço de Nina, completamente perdida:
— Sra. Nina, a senhora… A senhora não tem medo de um dia isso vir à tona e a senhora não conseguir segurar a própria posição?
Amanda tinha garantido pra ela que, desde que ela negasse até o fim, a família Frota não teria como encostar nela. No fim das contas, Nina era uma figura pública; ela precisava proteger a própria imagem.
E Callum, então, nem se falava. Ele sempre tinha sido rígido, reto, avesso a qualquer tipo de método sujo.
O rosto de Nina não mostrou o menor abalo:
— Se eu não der conta de proteger a minha família, pra que eu ia querer segurar um cargo?
Ela tinha subido, degrau por degrau, até o topo que tanta gente invejava, por um único motivo: guardar cada pessoa da família Frota.
Assim que ela terminou, ela não deu à empregada nem tempo de raciocinar. Ela começou a soltar, um a um, os dedos que ainda apertavam o braço dela.
— Já que você não consegue se decidir, eu vou embora.
— Espera! Eu falo! — Nina ainda não tinha chegado à porta quando a mulher se levantou num pulo e cedeu. — Foi a Amanda que me deu! Eu… Eu ainda sei de onde ela tirou a amostra de cabelo.
Os olhos dela ficaram completamente vermelhos enquanto ela implorava:
— Eu conto tudo. Tudo que eu sei. A senhora… A senhora pode poupar o meu filho?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...