Aos olhos de qualquer um de fora, a diferença de origem e de posição social entre eles já tinha decretado, desde o começo, que aquele relacionamento jamais seria equilibrado — quanto mais ter um final feliz.
Por isso, quando a família Frota procurou Lilian pela primeira vez e empurrou aquele cheque gordo na direção dela, ela até chegou a balançar um pouco por dentro.
Mas foi só por alguns instantes.
Ela sabia muito bem que, no mundo dos outros, sempre existiam degraus, castas invisíveis. Mesmo assim, ela não aceitava que, só porque ela tinha nascido com menos, o tempo e o sentimento dela valessem menos também.
As palavras dela fizeram um espanto rápido passar pelos olhos de Cauã. Em seguida, ele puxou um sorriso torto, cheio de ironia com ele mesmo:
— Você acha mesmo que é assim que eu penso?
Ele tinha entendido direitinho o que ela queria dizer nas entrelinhas: que ele não precisava nem sonhar em brincar com o que ela sentia.
Lilian não se deixou abalar pelo tom dele. Ela devolveu a pergunta, fria:
— E não é?
Se entre ela e ele nunca haveria um “depois”, então por que motivo ele continuava voltando, de novo e de novo, pra bater na mesma porta?
O olhar dela, firme, sem desviar, fez Cauã se sentir como se tivesse dado um soco no ar.
— Tá bom. — Ele respondeu, assentindo devagar. A voz veio dura, quebradiça, como se tivesse passado por uma camada de gelo. — O dia que você e o Samuel resolverem oficializar, lembra de me avisar. Eu faço questão de pedir pro Gustavo levar um presentão pro casal.
Como ele não largava o nome de Samuel nem por decreto, Lilian não sentiu a menor vontade de se explicar. Ela entrou no jogo, sem pestanejar:
— Combinado. Aí vou ficar rica só com o seu presente.
Assim que terminou de falar, ela deu um passo pra dentro e bateu a porta com força.
Do lado de fora, Cauã quase riu de raiva. Ele se virou e entrou no próprio apartamento a passos largos. Ao ver, em cima da mesinha de centro, o pedido de demissão, ele levantou a perna e acertou um chute no canto da mesa.
Que demissão porcaria nenhuma.
Aquela irritação inteira ainda nem tinha tido tempo de esfriar quando o celular, largado de qualquer jeito no sofá, começou a tocar de novo.
— Fala. — Ele atendeu e resmungou, sem esconder o mau humor. — Que foi?
O pessoal da família Frota já estava mais do que acostumado com o gênio dele.
Edson arqueou uma sobrancelha do outro lado da linha:
— A demissão não saiu do jeito que você queria, né?
— Mais ou menos.
O processo de sair do hospital tinha sido tranquilo. O problema era tudo o que vinha depois disso.
Nina era bem menos flexível do que Edson. Se ela resolvesse encher o ouvido do avô contra ele, era capaz de, no dia seguinte, ele estar começando do zero lá embaixo, no chão de fábrica.
Cauã respirou fundo e retomou o foco:
— E a má notícia?
Ele nem queria saber, na verdade.
Mas ele tinha uma sensação incômoda de que a notícia ruim e a boa vinham amarradas uma na outra.
— A Amanda fugiu hoje. — Edson resumiu a situação em poucas palavras. — Por causa disso, o vô tirou praticamente todo o poder do seu pai.
Ao ouvir aquilo, Cauã franziu ainda mais o cenho:
— O Gustavo já ficou sabendo?
Assim como o resto da família Frota, o primeiro pensamento dele foi o medo de Amanda ir atrás da Luiza de novo.
Edson confirmou:
— Já. Provavelmente ele recebeu a informação antes da gente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...