Não era Cidade B. Por isso, era até natural que as notícias corressem mais devagar para os Frota do que para os Marques.
Cauã respirou fundo e se controlou:
— Não deixa a Amanda chegar de novo no seu pai.
Os dois falavam “seu pai” pra cá, “seu pai” pra lá.
Mas ninguém comentou nada.
Edson, na verdade, concordou com ele:
— Beleza. Isso é fácil de resolver.
Do jeito que Durval sempre tinha passado a mão na cabeça da Amanda, não era exagero dizer que, se um dia ela matasse alguém e chorasse um pouco, ele ainda ajudaria a enterrar o corpo.
Mesmo com o poder de Durval esvaziado, ele ainda carregava o sobrenome Frota. Muita gente, mesmo que não respeitasse o homem, respeitava a família. E isso já era o suficiente pra continuarem abrindo certas portas pra ele.
Resultado: encontrar Amanda ficava ainda mais difícil.
Enquanto isso, em um condomínio de casas discretas em Cidade A, Amanda estava sentada no sofá, num estado deplorável. Ela se agarrava a uma lixeira, vomitando até parecer que ia colocar o fígado pra fora. Ela ainda respirava em sobressaltos quando, depois de um bom tempo, conseguiu levantar devagar o olhar para o homem à sua frente.
— Foi você que mandou o recado pela enfermeira?
A ideia inicial dela tinha sido só usar o Durval pra ganhar tempo, empurrar a condenação com a barriga.
Ela jamais tinha imaginado que, quando foi ao hospital fazer exames, uma enfermeira, enquanto coletava o sangue dela, ia sussurrar uma instrução no ouvido dela.
Ela fez exatamente o que mandaram e, assim, escapou do radar da polícia.
Mas tinha fugido junto com um morto.
O homem à sua frente tinha enfiado ela dentro do necrotério, pra sair de lá no meio dos cadáveres.
O corpo ao lado dela já devia estar morto fazia dias. O fedor era tão insuportável que, mesmo depois de ela ter tomado vários banhos, de cima a baixo, o cheiro parecia continuar grudado na pele.
Só de lembrar, o estômago dela voltava a revirar.
Vinicius olhava pra ela como quem observava um defunto:
— Pode-se dizer que fui eu.
Amanda não era burra. Ela engoliu a ânsia e perguntou:
— O que você quer em troca?
Ela nunca tinha acreditado em milagre caindo do céu.
Mesmo quando Durval a levou pra casa dos Frota, tratou ela como filha e deu tudo a ela, Amanda sempre teve certeza de que, ou ele queria alguma coisa, ou tinha culpa no cartório e usava ela como forma de compensar alguma dívida moral.
Ele tinha assumido que Amanda era só um enfeite inútil, impulsiva e burra. Não esperava que ela tivesse, pelo menos, um mínimo de raciocínio.
Como ele não respondeu, Amanda sorriu de lado:
— A Luiza arrumou inimigo pra caramba, né?
Deus realmente tinha caprichado.
Aquela vadia da Luiza tinha dado sorte na vida: sabia nascer, sabia escolher homem. Só tinha o azar de não ter vida longa o suficiente pra aproveitar tudo isso.
Vinicius voltou a franzir o cenho e não se deu ao trabalho de explicar nada. Ele apenas determinou, seco:
— Em dez dias, eu quero ver resultado.
— Agora? — Amanda voltou a enrugar a testa. — Impossível. Ela acabou de passar por um negócio sério. As famílias Marques e Frota devem estar em cima dela dia e noite. Ninguém vai chegar perto.
Ela não tinha fugido daquele inferno pra ir procurar a morte com as próprias mãos.
— Tudo bem.
Vinicius pegou o celular que estava na mesinha de centro, digitou três números e chamou:
— Alô, é da delegacia?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...