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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 65

Se era para evitar Raul, então só podia ser algo pessoal.

Luiza franziu a testa, já sem paciência.

— Sr. Gustavo, não me lembro de termos algo a tratar que exija uma conversa a sós.

Gustavo lançou-lhe um olhar frio, com uma expressão impassível.

— O Jacó pediu para eu devolver algo para você. Não quer mais?

Luiza não disse mais nada. Ela simplesmente olhou para Raul e falou:

— Raul, pode ir primeiro.

Raul hesitou. Não parecia confortável em deixá-la sozinha, mas, considerando que Gustavo era, de certa forma, como um irmão para ela, ele achou que nada de absurdo poderia acontecer. Por fim, decidiu ir embora.

Assim que Raul saiu, Luiza estendeu a mão para Gustavo.

— O que é?

Gustavo nem sequer piscou. Ele colocou uma das mãos no bolso e começou a andar em direção à saída, sem se preocupar em responder.

Luiza ficou confusa. Não conseguia pensar em nada que pudesse ter deixado com Jacó. Sem escolha, suspirou e o seguiu.

Quando chegaram ao estacionamento, Gustavo parou na frente do carro dela e segurou a maçaneta da porta. Ao perceber que o carro estava trancado, levantou os olhos e a encarou.

Luiza respirou fundo.

— Precisa entrar no carro para me devolver algo?

— Meu carro levou o Raul. Você não vai me dar uma carona?

Luiza pensou: “Eu não pedi para você levar o Raul.”

Mesmo assim, ela se lembrou que, alguns dias atrás, na Mansão dos Marques, ele havia ajudado-a. Relutante, destravou o carro e entrou.

Gustavo sentou-se no banco do passageiro com a naturalidade de quem já estava acostumado. Ele tirou um amuleto do bolso e entregou para ela, falando com uma voz profunda e carregada de intenção:

— Está contando com isso para fazer o Ethan voltar atrás?

Luiza reconheceu imediatamente o amuleto. Era o talismã que a paciente Manuela havia dado a ela. Pegando o objeto, ela o colocou na bolsa e respondeu com frieza:

— Isso não tem nada a ver com você.

Sem se importar com o tom dele, Luiza decidiu encerrar o assunto.

— Para onde devo te levar?

— Rua das Palmeiras.

Quando seu carro se aproximou da entrada, a cancela subiu automaticamente. Leonardo devia ter avisado os seguranças com antecedência.

Ela dirigiu devagar pela estrada ao longo do lago. O inverno deixava uma fina camada de gelo sobre a água, e o cenário parecia ainda mais frio. Mas, de algum jeito, o ambiente transmitia uma sensação reconfortante.

— Chegamos? — A voz grave de Gustavo, rouca pelo sono, interrompeu seus pensamentos. Dessa vez, soava menos fria e autoritária do que de costume.

A noite estava escura, e o interior do carro era silencioso. Era como voltar ao passado, quando ele insistia em buscá-la na casa do professor Miguel depois das aulas.

Naquela época, era ela quem adormecia no banco do passageiro. Gustavo nunca a acordava. Ele a carregava para o quarto e deixava que continuasse dormindo tranquilamente.

Quando o carro deslizou levemente ao passar por um trecho congelado, Luiza voltou à realidade. Ela apertou os lábios e respondeu:

— Sim, chegamos.

Gustavo parecia alheio ao que se passava na mente dela.

— Ouvi dizer, pelo professor Miguel, que você vai participar do projeto da minha empresa.

— Sim. — Luiza respondeu enquanto estacionava o carro na entrada do condomínio.

Ela virou o rosto para ele. Seus olhos limpos e suaves refletiam uma leve incerteza.

— Tudo bem para você?

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