Ela já estava inquieta por dentro. Se, naquele momento, ele contasse para ela que o caso de tantos anos atrás provavelmente tinha mesmo ligação com a família Frota, o humor dela só iria desabar ainda mais.
Então, em vez disso, seria melhor esperar a poeira assentar.
Do lado da família Frota, Cauã estava pressionando, e Nina, num assunto desses, jamais deixaria as coisas se arrastarem. Provavelmente, no mais tardar, até a noite, eles já teriam um resultado.
Luiza não fazia ideia dos bastidores. Quando ela viu que a expressão de Gustavo continuava normal, ela não desconfiou de nada.
— Tá bom. — Ela respondeu.
Ela abaixou os olhos, viu em cima da escrivaninha um monte de documentos ainda por resolver e, apoiando-se na mão dele, se levantou.
— Então vai lá, trabalha logo. Eu vou descer pra brincar com o Odin e aproveitar pra pegar um sol.
Dias atrás, ela tinha descoberto sem querer que o motivo de Odin ser tão cuidadoso quando brincava com ela era que ele já sabia havia muito tempo que ela estava grávida.
Naquele dia, Sarah tinha tentado passar a mão na barriga dela. Odin, na mesma hora, levantou a cabeça, enfiou o focinho para afastar a mão de Sarah e, ao mesmo tempo, começou a latir “au, au, au”, num aviso claríssimo.
Sarah tinha chamado Odin de “sem coração” várias vezes seguidas. No fim das contas, Sarah tinha sido quem mais tinha cuidado da comida e da água dele.
Mas, para ele, fora Gustavo e Luiza, ninguém mais importava.
Ela não tinha previsto que Gustavo fosse se levantar junto.
— Eu também vou descer um pouco, pegar um ar. — Ele falou.
Luiza sabia que, a vida inteira, ele tinha sido o tipo de homem que colocava trabalho acima de tudo. Ela suspirou, meio sem jeito:
— Eu realmente tô bem.
Ela estava preocupada, sim, mas não a ponto de desmoronar. Ela sabia o que vinha primeiro e o que podia esperar.
Além disso, ela já tinha se preparado pro pior cenário. Se, no fim, a investigação mostrasse que a família Frota tinha mesmo envolvimento, ela achava que conseguiria encarar. No máximo, ela ficaria muito decepcionada.
Porque, até aquele minuto, ela ainda acreditava que a família Frota não faria uma coisa dessas. De um lado, proteger o país; do outro, tratar a vida humana como se fosse nada? Era uma contradição grande demais.
Gustavo arqueou uma sobrancelha.
— Porque você tá bem, eu não posso ficar do seu lado, é isso?
Luiza olhou de relance para ele.
— Eu só não quero que você deixe coisa importante de lado por minha causa.
— Trabalho é coisa importante. — Gustavo concordou com a cabeça. — Mas família não é?
Quando ouviu aquilo, Luiza ficou sem reação por um instante.
Se ele, ali mesmo, aproveitasse o momento e fizesse a pergunta, ela diria “sim” com gosto, sem hesitar. Ela sorriria e responderia: “eu quero”.
Mas Gustavo só assentiu, pensativo:
— Certo. Eu vou pensar nisso.
Luiza lançou um olhar atravessado para ele e foi a primeira a descer a escada.
Naqueles últimos dias, ou Luiza tinha passado mal, ou Gustavo tinha se atolado de trabalho. Aquela era a primeira vez, em muito tempo, que os dois desciam juntos para passear com o cachorro.
Odin ficou tão empolgado que começou a correr em círculos pelo jardim, abanando o rabo sem parar.
Mais tarde, o celular de Gustavo tocou de repente.
Antes de atender, ele olhou instintivamente para Luiza.
Ela sentiu na hora que aquilo tinha a ver com ela.
— É o Leonardo? — Ela perguntou.
Gustavo não escondeu nada. Ele virou a tela para ela, mostrando o identificador da chamada:
Era Nina.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...
787 é o último capítulo mesmo?...
Como pode um marido com Esse Ethan? E Gustavo tá é apaixonado por ela né? não tem nada de irmãzinha aí ciumento que só ele......