Cauã e Lilian saíram um atrás do outro, guiados apenas pela pouca luz que escapava de dentro da casa.
De repente, Lilian parou e chamou por ele:
— Cauã.
Ele virou o rosto para olhar para ela.
— Hum?
— Por tudo o que aconteceu hoje... Obrigada.
— Você não precisa me agradecer.
— Eu não estou te agradecendo só por educação. — Lilian falou com expressão séria. — Eu estou falando de verdade.
O vento gelado do fim do inverno assobiava pelo beco, deixando o ar ainda mais vazio e cortante.
— Vamos. A gente conversa no carro. — Cauã ficou em silêncio por alguns segundos antes de dizer.
Eles saíram do beco e entraram no carro preto estacionado ali em frente.
Lilian conferiu a hora. Ela sabia muito bem que ele provavelmente tinha vindo direto do aeroporto, e uma amargura difícil de definir se espalhou em silêncio pelo peito dela.
Cauã ligou o ar‑condicionado no quente. Só quando a temperatura dentro do carro subiu um pouco, ele virou o rosto para ela.
— Eu vou colocar umas pessoas para ficarem de olho. Eu não vou deixar esses caras voltarem aqui para te incomodar.
— Não precisa. — Lilian respondeu. — Eu consigo resolver.
— Eu sei que você consegue. — Cauã não rebateu. — Mas eu resolvo mais rápido.
— Cauã… — Ela abaixou um pouco os cílios, e até a voz saiu com um gosto amargo. — Você não precisa ser tão bom assim comigo.
Talvez fosse porque ela já tinha passado daquela idade em que alguém podia se jogar de olhos fechados. Mesmo que a família dele aceitasse tê-la por perto, ela mesma não tinha coragem de ignorar o resto do mundo.
A família Frota e o próprio Cauã podiam não ligar para a origem dela. Mas e ela?
Situações como a de hoje ainda viriam muitas vezes. A família Frota podia até relevar uma, duas vezes... Mas e quando as encrencas começassem a se repetir?
Nessa altura, tudo aquilo que tinha destruído o passado dela estava pronto para voltar.
Ela não queria, de jeito nenhum, reviver o que já tinha vivido.
Cauã não respondeu de imediato. Ele só pisou levemente no acelerador. O carro avançou devagar, os faróis abrindo um corredor de luz sobre o calçamento de pedra, alongando as sombras das paredes dos dois lados.
Depois de um longo silêncio, ele falou, num tom baixo:
— Aconteceu um problema na família da Lilian, eu precisei voltar antes. — Cauã explicou, direto. — Eu estou com um pressentimento de que isso ainda pode dar confusão por aqui. Eu tenho que ficar em Cidade A mais alguns dias.
Nina ficou em silêncio por alguns segundos.
— Tudo bem. Depois de amanhã eu vou para Rivara e já deixo esse projeto assinado para você.
— Valeu, mana. — Cauã falou.
— Me manda o contato da pessoa responsável pelo projeto. — Nina pediu.
— Quem está à frente é o Douglas. Quando você chegar, ele vai te receber.
Houve um segundo de silêncio do outro lado da linha antes que a voz de Nina voltasse:
— Entendi.
Cauã encarou a tela escura do celular, ergueu um pouco a sobrancelha, pensativo, mas não se alongou no assunto. Ele ligou o carro e saiu do Condomínio Bela Vista.
Do outro lado da cidade, Nina estava sentada à mesa do escritório quando o dedo dela escorregou e abriu, sem querer, a conversa com Douglas.
Ela parou por um instante. O olhar dela passou pela foto do pastel na tela. Logo em seguida, ela bloqueou o celular, colocou de lado e voltou a mergulhar no trabalho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...
787 é o último capítulo mesmo?...
Como pode um marido com Esse Ethan? E Gustavo tá é apaixonado por ela né? não tem nada de irmãzinha aí ciumento que só ele......
Agora começou tudo de novo. Aff. Episódios que demoram pra sair....