No dia seguinte, quando Bryan empurrou a porta e entrou, Soren estava parado diante da janela de vidro que ia do chão ao teto.
Do lado de fora, o horizonte cinzento de Cidade A se perdia entre os arranha-céus, enquanto o trânsito se arrastava pelas ruas como um formigueiro. A paisagem urbana parecia cada vez mais sufocante.
— Sr. Soren, eu tenho boas notícias! — Anunciou Bryan, com um entusiasmo incomum. — Hoje à tarde, foi divulgado um comunicado autorizando a retomada de alguns dos projetos que o Grupo Marques havia interrompido. Tudo está voltando aos planos originais.
Soren continuou olhando a paisagem por mais alguns segundos, até que, devagar, se virou. Um sorriso discreto apareceu no canto dos lábios:
— Quantos?
— Por enquanto, três. — Bryan deslizou o dedo pela tela do tablet e enumerou os projetos. — O projeto de logística no sul da cidade, a licitação de energia limpa na região leste e uma obra de infraestrutura na zona norte, cujo distrato já havia sido assinado. Todos os responsáveis enviaram e-mails informando que, após uma nova avaliação interna, concluíram que a rescisão havia sido precipitada e decidiram retomar os contratos até a conclusão dos projetos.
Soren caminhou até a mesa e pegou a xícara de café, já completamente frio. Bebeu um gole.
O café estava amargo, mas, naquele momento, até o gosto desagradável lhe pareceu uma pequena vitória.
— Mais alguma coisa? — Ele colocou a xícara de volta no pires.
— Por enquanto, só isso. — Bryan fez uma pequena pausa. — Mas, se esses projetos já estão sendo retomados, é sinal de que o Grupo Marques está recuando nos outros também. A liberação dos demais deve ser apenas uma questão de tempo.
Soren puxou a cadeira e se sentou. Tamborilou duas vezes com a ponta dos dedos sobre a mesa, sem demonstrar pressa.
Ele havia vencido a aposta.
Pelo menos, era o que parecia até aquele momento.
Quando descera do carro de Osvaldo na véspera, Soren não tinha a menor certeza de que seu plano daria certo.
Havia algo sombrio naquele velho, uma frieza difícil de explicar. Ele falava devagar, com a segurança de quem parecia ter tudo sob controle.
Soren desconfiava instintivamente de pessoas assim, mas também sabia que não tinha escolha.
Ou deixava Gustavo acabar com ele de uma vez por todas, ou apostava tudo naquela jogada.
E, felizmente, a aposta havia dado certo.
No fim, Nina tinha cedido.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....