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Eu, A Dama Rica Renascida Após O Divórcio romance Capítulo 159

Thelma esfregou as têmporas e xingou baixinho, cheia de ódio.

Nesse momento, a empregada também voltou às pressas, mas não trazia o açaí que Thelma havia pedido.

"Senhora... pedi pra cozinha preparar um novo açaí pra senhora, mas ainda vai demorar um pouco."

O rosto da empregada estava pálido e aflito.

Thelma franziu a testa. "O que quer dizer? Eu não pedi pra você preparar antes do meu descanso? Você ficou senil?"

"Não foi isso..." A empregada respondeu, sentindo-se injustiçada. "Eu preparei sim, mas a Srta. Ângela pegou e tomou."

"O quê? Era meu! Quem deu o direito dela mexer nas minhas coisas?"

Thelma olhou incrédula para a empregada, a raiva explodindo no mesmo instante. Sem esperar por mais explicações, levantou-se e desceu as escadas para tirar satisfações com Ângela.

Ela já sofria de nervosismo e, desde que Ângela passara a viver ali, mal conseguia dormir à noite.

Mas Ângela parecia não se dar conta, sempre fazendo barulho com o filho pela casa, aparecendo em todos os cantos, sequer fazendo questão de cumprimentá-la com educação.

Por consideração ao Flávio, seu neto querido, e pelo momento delicado da empresa, ela havia tolerado.

Mas jamais esperava que Ângela ousasse desrespeitá-la desse jeito, ignorando completamente as regras da casa!

Ângela naquele momento brincava de pega-pega com Flávio na sala de estar. Thelma pigarreou, Ângela parou imediatamente ao vê-la, mas Flávio, animado, continuou correndo ao redor da mãe.

Thelma fez um sinal com os olhos e a empregada correu para segurar Flávio.

"Príncipe, não corra mais, a vovó chegou."

Flávio morria de medo de Thelma e, num instante, escondeu-se atrás de Ângela, olhando para a avó com temor.

Apesar de ser seu neto, ao ver a cena, Thelma sentiu ainda menos carinho por ele.

"Mãe, já acordou do seu descanso? Precisa de alguma coisa?"

Ângela olhou para Thelma com serenidade; tinha um sorriso gentil nos lábios, mas sem qualquer traço de calor, como se cada palavra fosse uma lâmina afiada.

Thelma resmungou friamente: "Não me chame assim, não mereço isso. Que nora faz barulho durante o sono da sogra e ainda rouba o açaí dela? Ângela, você nem tenta mais disfarçar!"

"Desculpe, tentei ser silenciosa, mas mesmo assim atrapalhei? Só que Flávio está em casa, a senhora mesma não disse que não quer que eu o leve para passear na rua por enquanto? Sobrou brincar aqui.

Quanto ao açaí... estava na cozinha, ninguém me avisou que era seu, tomei sem saber. E o Héctor disse que aqui também é minha casa, pra eu ficar à vontade. É só um açaí, a senhora não vai ser mesquinha, né?"

Thelma falara apenas algumas palavras, mas Ângela rebateu com um discurso longo, em tom calmo, desafiando abertamente a autoridade da sogra.

Ângela gritou, olhando para a empregada com fúria: "Eu também sou dona desta casa! Se você maltratar o menino, mando te pagar e sair na hora!"

Sua voz cortante foi assustadora e a empregada, nervosa, buscou socorro no olhar de Thelma.

"Ha!" Thelma riu com desdém. "Ângela, desde quando você é dona da Família Braga? Leve-o agora!"

"Então vou ligar para o Héctor e para o papai agora mesmo!"

As palavras de Ângela fizeram Thelma hesitar.

Renan já tinha avisado várias vezes para ela ceder um pouco para Ângela em casa; e a situação de Héctor e Ângela não podia ser exposta ainda.

Mas como engolir esse desaforo, com Ângela lhe desafiando assim?

"O que está acontecendo?"

Nesse momento, Laura também chegou, seguindo o som das vozes.

Duas empregadas a amparavam, trazendo-a devagar até Flávio.

Flávio olhava fixamente para Thelma, os olhos vermelhos, tremendo de raiva, o nariz fungando, quase chorando.

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