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Eu, A Dama Rica Renascida Após O Divórcio romance Capítulo 269

Com a proposta de Fáusio, a raiva de Solange diminuiu um pouco.

Arrumar briga com Yolanda só serviria para desabafar. Apenas quando a Família Braga se reerguesse é que aquela desgraçada veria qual era o seu lugar!

Achava mesmo que, por ter enganado a Família Braga e roubado suas coisas, poderia ficar tranquila e segura?

Mas, se o telefone de Yolanda não atendia, o de Ângela ainda funcionava.

Assim que chegou em casa, Solange ligou para Ângela.

Se não atendia, ela ligava de novo. Após uma enxurrada de ligações, a outra finalmente atendeu.

— Solange, é bom que seja importante.

No instante em que a chamada foi atendida, a voz de Ângela, contendo uma leve irritação, soou clara.

Solange zombou.

— Tenho um assunto com você, sim. Mas mesmo que não tivesse, você ainda é a nora da Família Braga. Quando eu ligo, você tem que atender. E é melhor ser um pouco mais educada.

Do outro lado da linha, o som era ruidoso, parecia haver mais gente.

Mas Solange não se importava. Sentir que Ângela estava incomodada já aliviava bastante sua própria irritação.

Ângela conteve o impulso de desligar.

— O que você quer? Diga logo.

Ela estava trabalhando sem parar nos últimos dias e, naquele momento, estava no meio de uma reunião.

Esperava que Héctor estivesse desesperado, procurando por ela incessantemente.

Mas ele só tinha feito uma ligação e enviado algumas mensagens insistindo no divórcio. Depois, silêncio total.

Na noite anterior, Sabrina lhe disse que Héctor nem sequer atendia mais às ligações dela.

Ele estava mesmo decidido a se divorciar.

— Meu irmão apanhou num bar ontem à noite. Agora não tem ninguém para cuidar dele. Onde você está? Volte logo para cuidar do meu irmão!

Solange falou como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Ela não sabia que Ângela e Héctor estavam se divorciando.

Mas ao se lembrar do que os outros disseram, que fora Ângela quem seduzira Héctor primeiro, a raiva voltou.

Uma mulher mais velha, seis anos mais velha que o irmão dela, que se casou e teve um filho com ele às escondidas, contra a vontade dos mais velhos...

Quanta cara de pau, que falta de limites!

Agora que a Família Braga estava arruinada, a culpa era dela e de Yolanda, meio a meio!

— Héctor apanhou... como assim?

Ao ouvir que ele havia sido agredido, Ângela sentiu um aperto no peito.

— Você é a esposa dele e ainda me pergunta? Fui eu quem o buscou no hospital ontem à noite! Onde diabos você estava?

Quanto mais Solange falava, mais irritada ficava.

Ângela também chegou ao seu limite.

Ângela tinha uma ótima impressão de Júlio, não apenas porque ele a apreciava e havia lutado por todas as suas condições e benefícios na empresa.

Mas também porque os dois, por acaso, já haviam se encontrado antes.

Seis meses atrás, durante uma exposição de arte em Cidade Brilhante, os dois acabaram escolhendo o mesmo quadro por terem gostos semelhantes.

A obra retratava crianças de um orfanato e, com cores fantásticas, expressava de uma forma única a solidão interior delas.

Ângela fora atraída pelas cores peculiares da pintura, mas Júlio não.

Até hoje, ela se lembrava do que o homem disse na época: ele gostava daquele quadro simplesmente porque tinha uma irmã que nunca conheceu.

Sua mãe a havia deixado num orfanato anos atrás, e agora, cumprindo o último desejo da mãe, ele estava em Cidade Brilhante para procurá-la.

Mas, depois de tantos anos, numa cidade tão grande, procurar por alguém sem nenhuma informação era como procurar uma agulha num palheiro.

Júlio já havia vindo várias vezes, sem sucesso. Ao visitar a exposição de um amigo e ver aquele quadro com o tema do orfanato, sentiu-se comovido e quis levá-lo como uma recordação.

As palavras do homem também despertaram a compaixão de Ângela, e por isso, ela prontamente cedeu o quadro a ele.

Quem diria que o destino era tão curioso. O homem para quem ela cedera o quadro era, na verdade, o vice-presidente da maior empresa de energia da Cidade C, a "Hustang", e o famoso "herdeiro" da cidade.

A família de Júlio, os Novais, tinha um histórico ilustre. Eram uma linhagem de diplomatas, com três gerações servindo ao país. Embora seu pai tenha enveredado para os negócios, foi por ordem do governo, para inovar nos setores de novas energias e tecnologia.

Por essa razão, a Hustang se tornou uma empresa familiar com participação estatal, com um status inquestionável na Cidade C e, naturalmente, de grande relevância no país.

Os pais de Ângela, após se aposentarem do instituto de pesquisa, também foram trabalhar na Hustang.

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