— Vim agradecer pelo que fez por Stefan. Mas, Diretor Leite, não se pode ajudar pela metade.
O principal motivo de Brenda era confirmar a situação escolar de Stefan.
Antônio já esperava que ela viesse por isso.
Ele se virou, pegou o celular e encaminhou uma mensagem de texto para o celular de Brenda.
Era uma notificação com a data de matrícula.
Assim que voltou, Antônio contatou um amigo. Em Cidade Brilhante, ele poderia não ser bom em tudo, mas em contatos, ele era a pessoa certa.
Transferir Stefan de escola era questão de uma simples ligação.
— Cidade Koris não é um bom lugar, é muito isolado. Fica inconveniente para você e seu irmão, estando tão longe. Com a nova escola mais perto, você poderá cuidar melhor dele.
Antônio disse casualmente, sem perceber o quão carregadas de preocupação por Brenda suas palavras soavam.
— Certo, obrigada, Diretor Leite.
Brenda não disse mais nada. Com o assunto de Stefan resolvido, ela se preparou para ir embora.
Antônio se virou e, ao vê-la de saída, a chamou:
— Ei, é só isso? Tanta frieza?
— Pode falar, Diretor Leite.
— Eu, pelo menos, te ajudei...
— Diretor Leite, eu já disse que não tenho como retribuir. Por favor, não me coloque em uma situação difícil.
Antes mesmo que Antônio pudesse falar, Brenda assumiu uma postura defensiva.
Ele ficou completamente sem palavras.
— Já que você sabe que não tem como me retribuir, e eu não quero te colocar em uma situação difícil, apenas me faça uma massagem nas costas. Eu me esforcei tanto por tanto tempo.
— Massagem??
Brenda sentiu que as intenções de Antônio de se aproveitar dela estavam estampadas em seu rosto.
Ela hesitou e recusou na mesma hora:
— Eu não sei fazer isso.
— Não tem problema, só uma massagem qualquer. Minhas costas estão doendo — disse Antônio, com naturalidade.
Ele se virou e viu a expressão relutante de Brenda.
— Não há nenhum serviço assim por aqui, e com dor nas costas não consigo dormir. Brenda, você não tem um pingo de consciência?
— Diretor Leite — Brenda ainda tentou resistir —, isso... não é apropriado.
— O que não é apropriado? Considere como uma forma de me agradecer. Você não quer ficar me devendo um favor, quer?
Enquanto falava, Antônio se deitou no sofá, e a curva de sua cintura formou um arco... bastante sugestivo.
A atitude presunçosa e confiante do homem, como se já a tivesse na mão, irritou Brenda profundamente.
Ela ficou parada, a mente girando a mil por hora, pensando em como escapar.
Antônio esperou alguns segundos e, sem ver movimento, olhou para ela.
— Fique tranquila, eu disse que não vou te tocar e não vou. Mesmo que você quisesse ser minha mulher, eu ainda acharia problemático demais.
Ao ouvir isso, Brenda finalmente se moveu e se aproximou de Antônio.


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